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 Distrito 05

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AutorMensagem
Alastor Romanov
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Mensagens : 310
Data de inscrição : 07/01/2016
Localização : Capital

MensagemAssunto: Distrito 05   Sab Jan 09, 2016 10:14 am



DISTRITO 5


"O Distrito 5 é responsável por gerar energia para toda a nação."



Antecipando os dias da Colheita, o ambiente no Distrito 5 estava bastante tenso. Haviam menos gente na rua, as pessoas falavam menos e pareciam nervosas. Porém, o trabalho continuava.


ATENÇÃO: Utilize este tópico para interagir dentro do seu Distrito (sozinho ou com o seu companheiro de Distrito). Pode falar de tudo, desde do que está fazendo até ao que está sentindo. Aproveite para desenvolver a história do seu personagem. A postagem não é obrigatória, mas apenas a faça se tiver a certeza que não mudará o distrito e ocupação do seu personagem depois. E lembre-se: O seu personagem ainda não foi escolhido na Colheita.

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Atom Harcoil

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Mensagens : 63
Data de inscrição : 27/01/2016
Localização : Distrito 5
Jogador : Johanna

MensagemAssunto: Re: Distrito 05   Sab Fev 06, 2016 11:18 pm


ATOM ϟ HARCOIL

- Agora é só ligar este fio aqui e...

- ATOM!!!!!! - a voz do meu pai quase faz estremecer o chão, no mesmo exato momento em que a luz da casa vai abaixo pela terceira vez só naquela tarde.

- Bolas, eu tinha a certeza que desta vez ia dar certo!

Deitado no chão debruçado sob um minúsculo circuito que estava montando - ou tentando montar, pouso a lupa no chão e me levanto em direção ao quadro de luz na entrada, para o reativar novamente.

Gostava de pensar que o meu pai já estava habituado ao sucedido - quer dizer, não é o primeiro dia nem o centésimo em que isto acontece - mas a maneira como ele reage me deixa com algumas dúvidas...

Atravesso o corredor ainda escuro até à sala, procurando outro clipe de crocodilo na caixa de ferramentas em cima de uma das mesas.

- Pelo amor, Atom, tu tem que deixar esses experimentos malucos. - a voz do meu pai, que estava sentado no sofá, interrompe o silêncio, fazendo um arrepio passar pelo meu corpo. - Qualquer dia a coisa corre pior que um mero curto circuito e depois quero ver o que vamos fazer. Isso não te vai levar a lado nenhum e tu sabe disso.

- A mãe não pensava assim. - retruco, baixando olhar.

- Pois não, e olha como ela está agora.

Aperto o clipe de crocodilo na minha mão, endireitando as costas para sair da sala sem lhe dirigir o olhar.

- Desculpa, Atom, tu sabe que é a verdade. Se ao menos conseguisses ver isso...! - consigo sentir a pena e tristeza na sua voz, mas para mim não justificava a maneira como acabara de falar da mãe. Como se não fosse nada...

Chego no meu quarto e volto a debruçar-me sob o projecto, retirando a maioria dos cabos já ligados. Não tarda muito em alguém bater na minha porta. Não me sinto propriamente com disposição de ouvir um pedido de desculpas do meu pai agora, mas acabo por me levantar mesmo assim.

- Não faz mal pai, eu sei que- começo já a falar ao abrir a porta, mas não é o meu pai que está do outro lado - mas sim a minha irmãzinha.

Recebo a com um sorriso enorme, e de braços estendidos para a abraçar. Joules passava grande parte do seu tempo livre se dedicando aos estudos, mas sabia exatamente quando aparecer.

- Ouvi o papá gritando novamente contigo. Ele está chateado? -
pego-a ao colo, enquanto ela brinca com uma madeixa do meu cabelo.

- Não, Joulie, está tudo bem. A gente não se chateia, ele apenas... tem uns ideais diferentes, sabe. Depois do que aconteceu. -  explico, hesitando um pouco com as palavras.

Volto a pousá-la novamente no chão, sentando-me no solo à frente do meu circuito inacabado. Joules rapidamente se junta a mim, com os seus olhos grandes postos sob o meu projecto. Para além da pequena e única janela na parede ao nosso lado esquerdo, era o televisor automático que transmitia os Jogos que mais iluminava o quarto. A única lâmpada que eu tinha pendurada, bem... acabei por utilizá-la para outros fins já há algum tempo.

- Mas não se preocupa, Joulie. -  Levanto o olhar para o televisor e depois para ela, com uma expressão confiante no rosto. - O nosso Distrito está se saindo bem nos Jogos este ano e rapidamente a atenção cairá em nós. E eu um dia hei de criar algo tão grande, que até a Capital há de reparar. E aí, honrarei a memória da nossa mãe. -  Pisco o olho para a minha irmã, bagunçando-lhe o cabelo. - E estarei contando com o seu apoio, pequenita.


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Wallace McQueen

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Mensagens : 13
Data de inscrição : 29/12/2016
Localização : Capital
Jogador : Állan

MensagemAssunto: Re: Distrito 05   Sex Fev 03, 2017 7:37 pm



Turnê da Vitória



No oitavo dia, Brian chega no Distrito 5, lar do último tributo caído na Vigésima Sétima Edição Anual dos Jogos Vorazes. Assim que chega no distrito, o mais novo vitorioso fica impressionado com as usinas nucleares e as várias placas de energia solar espalhadas por todo canto. Diferentemente dos outros distritos, a população do lugar parece bastante saudável e nem um pouco necessitada, se assemelhando aos distritos mais ricos. Mas, igual a alguns distritos por onde o rapaz passou, o clima estava bastante tenso. Talvez, mais tenso do que em qualquer outro distrito por onde Brian passou.

O único nome vitorioso ainda vivo do Distrito 5, Holly, não é visto por Brian no Edifício da Justiça. A mulher só chega depois que o mais novo vitorioso já está no palco. A população em meio a certo tumulto olha torto para Brian, que escuta de vez em quando uma vaia baixa e alguns "Toda Panem preferia ela!" e "Ninguém gosta de você!".

-----


No pedestal de Anastacia, estão seus pais; enquanto seu pai está com os braços cruzados e o semblante fechado, sua mãe não para de chorar um só segundo. No de Bart, estão seus dois irmãos mais velhos e sua mãe.

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Brian Alderidge

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Data de inscrição : 29/12/2016
Idade : 19
Localização : Distrito 2
Jogador : Alison Iared

MensagemAssunto: Re: Distrito 05   Sab Fev 04, 2017 4:02 pm


Brian



A caminho do Distrito 5, acabo me isolando de June e Robert. Fico por horas folheando as páginas de Filha da Puta, com páginas queimadas de quando Anastacia atirou o motolov e acabou tocando fogo na minha mochila dourada.

A cor do lápis verde dificultava um pouco a leitura, o que tornava o caderno mais acabado ainda. Sem dúvidas guardarei esse diário por toda minha vida. Levo minhas duas mãos à cabeça e acabo me escondendo entre as pernas.

Tudo foi uma merda até agora, e provavelmente vai continuar sendo até eu chegar no Dois.

Ouço a porta batendo e peço para que me deem um tempo. Robert volta a insistir que já estávamos adentrando no Distrito de Anastacia. Por quantas horas eu fiquei pensando? Desde que saí do Distrito 6 eu não comi nada e nem senti fome.

Tomo coragem de sair do quarto, querendo evitar qualquer contato com June ou qualquer pessoa que pudesse me tirar o pouco da paciência que me restava. Sigo até a cozinha e encontro algumas frutas e meu café da manhã, intocado.

- Quanto tempo eu tenho, Robert!? - grito e meu acompanhante aparece rapidamente, com vários cartões em mãos.

- Quarenta minutos, senhor.

Pego duas maçãs e sigo para a preparação. Percebo que passam um pó na minha cara para tirar as olheiras da minha primeira noite sem dormir desde a arena e me vestem com um traje comum, parecido com o que eu vesti no Distrito 8. Levo a pensar que o clima dos distritos seja semelhante.

Robert vem me explicar sobre os tributos e seus feitos, mas levanto uma das mãos, interrompendo-o.

- Não fale mais nada, Robert. Já entendi.

Meu acompanhante sai nervoso e volta rapidamente com alguns cartões.

- É de extrema importância que leia os cartões...

- Você é um carreirista, Brian. Se mostre indiferente, porque meu querido, eles vão te odiar. - Minha mentora aparece, aparentemente bêbada.

Sorrio para June, tomando um dos cartões da mão de Robert, sem nem ao menos lê-lo.

Quando o vagão do trem se abre, não deixo de me impressionar com as usinas nucleares e com a cara dos habitantes. A maioria deles saudáveis, talvez tanto quanto no meu Distrito. Olho ao redor, mas não vejo nenhum sinal da vitoriosa, Holly. June finge uma tosse e finalmente a mentora aparece, caminhando em direção ao seu assento. Em seguida, um alvoroço da multidão.

- Toda panem preferia ela! - diz uma voz masculina.

- Ninguém gosta de você, carreirista!

- Aquele bestante deveria ter estourado na sua cara, animal!

Fico chocado com a complexidade e a proporção que as coisas estavam tomando, mas não deixo transparecer. Fui treinado para não mostrar fraquezas, principalmente com pessoas.

- Claro que vocês preferiam ela, me estranharia se estivessem felizes por mim - Respondo, sorrindo. Agora, se me permitem... - Levanto o cartão que Robert havia me dado e começo a ler. Sinto uma gota de suor escorrendo por minha testa e deixo o cartão de lado. Quanto a Anastacia, aprendi muito com ela durante nossa luta.

Olho para os pais de Anastacia e decido parar por ali, por respeito à garota. Não valia a pena ganhar ainda mais o ódio deles.

Dou de costas para a população e as vaias aumentam cada vez mais. Para a tristeza deles, isso era tudo o que eles podiam fazer.


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Atom Harcoil

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Mensagens : 63
Data de inscrição : 27/01/2016
Localização : Distrito 5
Jogador : Johanna

MensagemAssunto: Re: Distrito 05   Ter Fev 07, 2017 9:05 pm


ATOM ϟ HARCOIL

- ANDA, ATOOOM! OS PACIFICADORES JÁ ESTÃO CHEGANDO!

- JÁ VOU, JOULIE! - Ao ouvir o chamamento da minha irmãzinha, atiro-me porta fora e desço as escadas estreitas o mais depressa que posso, quase escorregando num dos únicos degraus. - Que tal estou?

- Péssimo, como sempre. - Ela ri, e eu tenho que me colocar de cóqueras para ela conseguir ajeitar o meu cabelo. Poucos segundos após, meu pai se junta a nós dois, fazendo-me levantar de repente e sacudir a poeira das minhas jardineiras. Ele toma um longo suspiro antes de nos perguntar se já estamos prontos, e ao receber uma resposta positiva, toma a iniciativa de abrir a porta.

O grande camião dos pacificadores já estava buzinando no final da rua, e a maioria dos nossos vizinhos já estavam todos caminhando até eles, obrigando-nos a apressar o passo até ele caso quiséssemos chegar a tempo à turnê que bem, era algo em que não podíamos realmente nos desleixar… ao entrarmos no veículo, Joules tem que se sentar no meu colo para que ocupássemos o mínimo espaço possível. - Atom! Para com isso! - ela exclama por entre risos quando lhe tento fazer cócegas, chamando toda a atenção da vizinhança para nós. Com um ar algo aflito, nosso pai indica com os dedos para fazermos pouco barulho, mas eu e a minha irmãzinha não conseguimos conter uma pequena risada entre nós. A viagem é tãão longa, e esse camião é tão escuro que se fosse permitido eu estaria dormindo agora mesmo. Seria de esperar que ao menos colocassem uma lampadazinha nos camiões de um Distrito cuja indústria é a energia, já que colocar janelas custa tanto, mas nãão. Assim tenho que passar a viagem inteira contando os meus dedos de trás para a frente, pensando na vida e apanhando a maior seca de sempre, até finalmente  o camião parar, fazendo quase toda a gente aqui atrás se desequilibrar.

- Ar fresco! Estou vivoooo! - Finjo ter de respirar muito fundo várias vezes, arrastando os pés pelo chão da praça principal, não permitindo à pequena Joules conter o riso. Meu pai já seguia bem mais à frente, e oferecendo um sorriso à minha irmã, começo a correr em direção a ele, com Joulie apanhando o passo logo a seguir. Juntamo-nos os três junto da população que já se aglomerava à frente do palco, e é uma questão de poucos minutos até a praça encher completamente com a chegada dos últimos camiões.

- Não foi desta que teremos um grande banquete como quando Fennel venceu, irmãzinha. Estávamos tão perto… - solto um longo suspiro, ao ver a família de Anastácia tão desconsolada ali em cima. Eu imagino que eles se sintam tal como nós nos sentimos quando a mãe faleceu…

Mas eles não eram os únicos tristes e frustrados com o que aconteceu. Após a morte de Fennel durante os Jogos e a morte de Anastácia na final, o ambiente estava muito pesado mesmo… e quando Brian entra no palco, eles não se deixam ficar indiferentes, consigo ouvir eles falando muitas coisas para o vitorioso.

- Ué, cadê a Holly? - Questiono e Joulie tenta levantar o pescoço para a procurar no palco, e eu não consigo evitar rir.  - Se eu com um metro e oitenta não a vejo, nem vale a pena te esforçares, pequenita. Olha, ali está ela!

A nossa Vitoriosa só chega agora ao palco, mas não parecia envergonhada nem nada. Ela simplesmente senta-se na sua cadeira enquanto Brian lia o seu cartão, ignorando as queixas do Distrito.

- Só invejo o Distrito Dois pela bela refeição que eles vão ter quando Brian regressar a casa. - Coloco minha mão no estômago para sentir a vibração que a fome provocava no mesmo, enquanto caminhávamos de volta para o camião.  - Não acredito que vou ter que aguentar a viagem todaaa até poder comer alguma coisa!



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