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 Distrito 08

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AutorMensagem
Alastor Romanov
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MensagemAssunto: Distrito 08   Sab Jan 09, 2016 10:15 am



DISTRITO 8


"O Distrito 8 é um dos mais pobres de Panem. A sua indústria principal é a produção de têxteis e roupa."


Antecipando os dias da Colheita, o ambiente no Distrito 8 estava bastante tenso. Haviam menos gente na rua, as pessoas falavam menos e pareciam nervosas. Porém, o trabalho continuava.

ATENÇÃO: Utilize este tópico para interagir dentro do seu Distrito (sozinho ou com o seu companheiro de Distrito). Pode falar de tudo, desde do que está fazendo até ao que está sentindo. Aproveite para desenvolver a história do seu personagem. A postagem não é obrigatória, mas apenas a faça se tiver a certeza que não mudará o distrito e ocupação do seu personagem depois. E lembre-se: O seu personagem ainda não foi escolhido na Colheita.

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Hoover Everett

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Sab Jan 16, 2016 12:28 am


Rag Everett
Enxugo o suor do meu rosto enquanto meus olhos estão fixos no telão que está preso no fundo do armazém de estoque. O locutor dos jogos anuncia aos tributos que o local em que eles estão presos está tomado por armadilhas e logo a seguir, agora só se voltando ao público, chama a coisa toda de "Campo Minado". Estreito os olhos para não perder um só detalhe do mapa que mostram na tela, marcando com pequenos pontos vermelhos todos os locais com os casulos. E fico com muita pena quando Noah, um tributo do Distrito 8 para quem obviamente estou torcendo, é o primeiro a desarmar uma armadilha.

Cordas o amarram com muita firmeza em um piscar de olhos. A garota do Distrito 7, a única aliada dele, se esforça para não soltar um grito ao ouvir o casulo ser acionado, talvez temendo uma explosão ou algo do tipo. Por sorte de Noah, o garoto tem uma aliada. Ela corre até ele e, usando uma faca, o liberta das amarras. Depois, são cercados diversas vezes por outros tributos, mas conseguem finalmente se livrar das ameaças. Todos nesse momento pararam seus afazeres para olhar para o que está acontecendo.

O garoto vai na frente, seguido por sua aliada que fica a uma distância segura atrás dele. Garotinha esperta, essa. Eles vão contornando as gigantescas pedras, tendo muita sorte de não acionar casulo algum no percurso. De repente, Noah toma um caminho que faz todos prenderem a respiração e o locutor ir à loucura. Estão indo direto para três casulos, que o homem nos informa ser uma surpresa quente. Noah se enfia no meio das três pedras e gigantescos lança-chamas disparam fogo diretamente no rapaz. Ele se debate em desespero e é possível ouvir um murmúrio de todos aqui. E é doentio a maneira como o locutor vibra sobre a morte dele. Para ser sincero, tudo isso aí é doentio.

Fecho os olhos por alguns segundos, respirando fundo para tentar colocar minha cabeça no lugar. Aquele rapaz não merecia ter passado pro aquilo. A família dele muito menos. Essa será uma cena que eu não esquecerei tão cedo.

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Kreena Muffler

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Qua Jan 20, 2016 4:19 am


Kreena Muffler

Levanto-me da cadeira afastando um pouco os papeis para o canto da mesa da cozinha e sigo para o cômodo traseiro da casa, onde meu pai já deveria estar preparando o local para atendimento, porém quando afasto a cortina que separa a sala do resto da casa percebo que ele não está lá.

- Pai! - Aguardo por uma resposta que nunca chega. - PAAAAI! Onde você está?! - Nada de novo.

Faço o caminho de volta até a cozinha e passo reto em direção a sala, então viro à esquerda e abro a porta do quarto, onde finalmente o encontro. Ele está com a cabeça enterrada no colchão e o seu travesseiro se encontra caído ao lado da cama, assim como a coberta de lã bege. Ocasionalmente um ronco lhe escapa pela boca, provando o quão profundo é o seu sono.

- Não sei mais o que fazer com você... Todo o dia é a mesma coisa. - Sussurro para mim mesma, com um sorrisinho nos lábios.

Aproximo-me da cama e sento ao seu lado, então apoio a mão em um de seus ombros e o sacudo de leve. Ele abre os olhos lentamente e após uma longa espreguiçada, senta-se na cama ainda meio grogue.

- Er... Que horas são? - A voz ainda rouca. Ele pigarreia enquanto aguarda a minha resposta.

- Hora de você estar se preparando para trabalhar, Sr. Muffler. Na verdade já passou da hora. - Coloco-me em pé e passo a juntar o travesseiro e a coberta para então coloca-los de volta na cama.

- Arruma tudo pra mim, por favor. Eu já vou lá, só mais cinco minutos. - Ele começa a puxar a coberta para se tapar, mas antes que ele consiga deitar novamente eu o impeço.

- Não senhor. Hoje não é o meu dia de trabalhar com você, além do mais, eu tenho que ir para a aula. Então é melhor você levantar agora mesmo, logo eu já não estarei mais aqui para te obrigar. - Dou uma risadinha e ele retribui.

Seguro sua cabeça com ambas as mãos e lhe deposito um beijo na testa, então após desejar um bom dia o observo levantar lentamente e quando tenho certeza que ele não irá voltar para cama saio do quarto. De volta à cozinha, recolho os meus papeis e os dobro cuidadosamente antes de coloca-los dentro da minha mochilinha de linho e sair de casa.
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Abraham Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Qua Jan 27, 2016 1:18 am


Abraham Forrester

A luz branca que o maldito televisor que transmitia os Jogos era absolutamente horrível. O efeito que provocava no meu quarto já iluminado pelos velhos candeeiros de mesa mudava por completo a aura do local e não me permitia concentrar bem nos meus experimentos. Pior que isso só o volume horrivelmente alto que a Capital teima em programar em todas as televisões, sem possibilidade de o diminuir. Já não posso mais ouvir esses Tributinhos irritantes gritando e chorando o tempo inteiro.

Inclino-me sob a minha mesa, quase derramando um dos tubos de ensaios ao acidentalmente colocar demasiado peso para trás. Apanho-o no mesmo segundo, balançando-o entre os meus dedos ao colocar os pés esticados sob o banco à minha frente. Fecho o meu olho direito, focando o líquido avermelhado dentro do tubo com o outro, deixando a luz branca ofuscante da televisão passar por este.  

O que me acaba por distrair de balançar o líquido de um lado para o outro uma e outra vez é o locutor dos Jogos mencionar um campo minado na arena. Claro que quando se fala em campo minado nos Jogos Vorazes, não estamos a falar daqueles campos previsíveis e sem graça usados em guerras, mas sim de uma coisa muito mais interessante. Casulos com as mais diversas armadilhas enclausuradas, prontas para colocar os Tributos vítimas dos mesmos nas situações mais desagradáveis e mortíferas. E não fossem os Jogos Vorazes interessantes, que não pela forma como me permite estudar o corpo humano reagindo às mais diversas situações.

Ver Noah Descendus acionando o primeiro casulo que acaba por acionar apenas umas amarras sem graça é o mesmo que oferecer um doce a uma criança só para o retirar logo após esta lhe colocar as mãos em cima. Que desilusão. A sua aliada, Analee Hoeklin se bem me recordo - não tarda em o ajudar a soltar-se das mesmas. Bem, mais uma oportunidade para ele cair em um casulo mais engraçadinho, suponho. Ou espero.

Volto-me a virar de costas para a televisão, apoiando-me na grande mesa de madeira atrás de mim onde deixava todos os meus produtos. Passo os olhos por cada frasco, batendo com o dedo no mais próximo de mim para deixar o impacto no vidro fazer eco pela sala escura e abafada. Repito o feito três vezes antes de ficar a olhar para o nada debruçado sobre a madeira, aborrecido.

A voz estridente e demasiado animada do locutor volta-me a chamar a atenção para o ecrã, onde noto imediatamente Noah indo bem na direção de três casulos. Desta vez ele não se safa.

Inclino-me para a frente, de olhos bem abertos. Assim que ele pisa na intersecção das três pedras que o rodeavam, é tiro e queda - três lança chamas disparam fogo diretamente no rapaz, que grita e se contorce numa dança com as chamas. Não tiro os olhos do ecrã, anotando mentalmente todos os pormenores. Lembro-me da cicatriz que tenho por cima do olho esquerdo, da vez que queimei a minha pele para testar o efeito de uma planta no tratamento de queimaduras. Claro que não foi nada tão complexo e interessante como isto - e felizmente, os cidadãos da Capital têm um gosto para entretenimento tão peculiar que não pensam duas vezes em mostrar o acontecimento de todos os ângulos, com todo o detalhe possível. Ótimo.

Assim que o fenómeno termina, viro-me novamente para a mesa, estendendo a mão para alcançar o meu caderno de apontamentos. Com a mão esquerda, pego na caneta, já meia gasta.

"27º Edição dos Jogos Vorazes... Noah Descendus", anoto a data de hoje na mesma página onde já havia anotado alguns fatores importantes como o clima da Arena ou o estatuto do Tributo. "Morto por fogo, disparado simultaneamente por três trajetórias diferentes."


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Isaac Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Seg Fev 01, 2016 9:52 pm


Isaac Forrester

O sol já ia baixo quando finalmente consigo avistar minha casa. Um edificio já antigo mas que é a única coisa que conheço como lar. Contorno os pacificadores que verificavam o recolher obrigatório. E corro para casa, fechando a porta com um estrondo.

Minha irmã logo vem à porta para ver o que se passava e me encontra com o fio de suor correndo.

- O que houve? - Ela pergunta com tom apreensivo.

- Me atrasei, só isso. - Respondo rindo. - E o Abe?

- Não saiu do quarto o dia inteiro.

- O costume... vou ver se o consigo tirar de la.

Vou sorrateiramente até ao quarto dele e entro sorrateiramente sem bater e me lanço na cama atrás da mesa dele fazendo o maior estrondo possível.

- Então, já encontraste a cura para as hemorróidas ou não foi desta?


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Abraham Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Ter Fev 02, 2016 11:14 pm


Abraham Forrester

Já há algum tempo que não assistia a uma morte tão interessante quanto a de Noah. A maioria morre por conta de outro Tributo, o que na maioria dos casos tem pouco ou nenhum interesse ou relevância para os meus estudos. Apesar de não ter como saber a que temperatura aqueles lança-chamas estavam, poder observar um corpo inteiro sendo queimado daquela forma era uma oportunidade que não se tinha todos os dias, mesmo em Panem.

Ouço o estrondo da porta fechando dois andares abaixo, anunciando a chegada do atrasado do meu irmão gémeo, Isaac. Mesmo fazendo dinheiro suficiente com a farmácia da família para ninguém ter que pegar tésseras, o idiota teima em caçar só pela diversão, quando o caminho daqui até à amostra de floresta mais próxima é longo e cheio de Pacificadores.

Não tarda em ele aparecer no meu quarto, fazendo um estrondo enorme ao se atirar para cima da cama.

Pouso a caneta ao lado do caderno com calma.
- Tu não espanta todo o animal com essa barulheira toda, não? - levanto-me demoradamente, virando-me agora de frente para ele e com os braços cruzados. - E o teu problema no cu não está de todo na minha lista de preocupações, permite-me informar. O que queres?



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Isaac Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Qua Fev 03, 2016 12:41 am


Isaac Forrester

O seu bom humor permanecia o mesmo de sempre. Ele toma o seu tempo para me encarar como se tivesse todo o tempo do mundo.

- Eu fico tão reprimido quando estou la fora que quando chego em casa tenho que me expandir, tu percebes. - Respondo ironicamente, imitando os movimentos dele. - O meu cu esta ótimo, o teu é que vai ficar calejado se continuas com essa atividade toda. Não te cansas destas quatro paredes?


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Abraham Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Qua Fev 03, 2016 12:51 am


Abraham Forrester

- Não te cansas de colocar a vida de nós todos em perigo por mera diversão? - riaposto imediatamente, com um sorriso irónico nos lábios. - Desculpa, o que eu queria dizer é que podias arranjar um trabalho de verdade em vez de tentar incomodar o dos outros. Talvez aí não te sintas tão reprimido, irmãozinho. - cuspo a última palavra, virando-me de costas novamente para ele para agitar entre os dedos o conteúdo de um dos tubos de ensaio.



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Isaac Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Qua Fev 03, 2016 12:59 am


Isaac Forrester

- Só vos ponho em perigo se for apanhado e como podes constatar, ainda cá estamos todos. - Ele quer me tirar do sério, mas sabe que isso é difícil. - Meu trabalho ao menos põe comida na mesa, não é como o seu trabalho emocionante. - Respondo, imitando o movimento que ele faz mexendo os tubos com uma cara de troça. - E ao menos saio à rua, vejo gente, não como tu que estás mais branco que a cal da parede.


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Abraham Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Qua Fev 03, 2016 9:27 pm


Abraham Forrester

Isaac, sempre tão relevante e inteligente. Solto um longo suspiro impaciente antes de me virar novamente para ele, ainda segurando o tubo de ensaio entre os dedos.
- Isso não significa nada, sabes que é uma questão de tempo. E falas isso como se fosse necessário pôr mais comida no prato, quando o //meu// trabalho e o dos nossos pais já pagam o suficiente. O resto é completamente irrelevante.

Volto a colocar o tubo de ensaio no suporte, dando a volta à mesa para continuar de frente para o meu irmão, mas de forma a poder continuar a me concentrar nas substâncias.
- E já agora... -  faço uma pausa para captar a sua atenção, só para lhe retribuir o olhar com um sorriso trocista - tu pode sair à rua e ver gente que olha só, continua burro ao ponto de não saber que a nossa pele é incapaz de bronzear. Algo que nem precisaria de estudo algum paras e deduzir, tu que passa a vida na floresta já devia ter reparado... mas enfim. Isto para dizer que tecnicamente, a tua pele é tão branca quanto à minha. Argumento errado, irmãozinho... agora se não queres contribuir com nada de útil, podes fazer o favor de sair do meu quarto.




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Isaac Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Qui Fev 04, 2016 12:32 am


Isaac Forrester

Não posso negar que sempre me divertia com as respostas arrogantes de meu irmão.
-Pois claro, tu sabes falar mal mas os bifes frescos sabem-te bem. Pelo menos melhor que aqueles enlatados que compram por aí.

- Mas tu vês tão pouca gente que ja nem sabes reconhecer uma piada, moço. Eu sei que somos pálidos, vejo a minha cara todos os dias. No espelho e quando olho para a tua fuça. E não vou sair daqui até tu saíres. Como tu disseste, eu não tenho um trabalho a sério, por isso podemos ficar aqui muitoooo tempo.


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Abraham Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Qui Fev 04, 2016 1:09 am


Abraham Forrester


- Como queiras. - limito-me a responder, encolhendo os ombros e virando a atenção novamente para as substâncias na minha mesa. No meio de tantas coisas insuportáveis acerca de Isaac, nada suportava o facto de ele ter resposta para tudo. Alimentar isso só faria de mim um tolo.

- Muito tempo já tenho eu que ficar aqui de qualquer forma. Realmente mais uma cobaia faria-me jeito, só não grites muito. Já me basta levar com o dramatismo desses Tributos o dia inteiro. - Levanto o olhar do caderno por cima dos tubos de ensaio para Isaac, com um sorriso torto nos lábios.



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Kreena Muffler

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Seg Jan 02, 2017 4:39 am


Kreena Muffler

Já é fim de tarde quando chego em casa depois da aula e, exceto pelo som alto da televisão, o lugar está quieto como de costume. A essa hora mamãe já deveria estar em casa, costumamos chegar mais ou menos no mesmo horário quase todos os dias, mas não vejo sua bolsa ou seu casaco pendurados nos ganchos ao lado da porta. Sigo até a sala e encontro papai sentado ao sofá, seus olhos vidrados na televisão. Abro a boca para anunciar minha chegada, mas desisto ao contemplar as imagens na tela. Assim como com meu pai, sou capturada para as cenas que se passam ali. É a transmissão dos Jogos, dois tributos se enfrentam e se não me falha a memória, são Brian do Distrito 2 e Anastácia do 5. O cenário é horrível, há fogo por todas as partes e por vezes imagens dos corpos dos tributos recém mortos são mostradas como forma de fazer suspense para a final que está por acontecer. Um dos bestantes bomba participa do confronto, tornando tudo ainda mais complicado, como se os Jogos Vorazes já não fossem algo complicado o suficiente por si só. As ultimas cenas da transmissão se passam como um flash para mim, só consigo raciocinar quando o bestante pula no garoto e ele o arremessa contra Anastácia. Acabou. Uma explosão depois e a 27° edição tem um vencedor. - Parece que os dias de glória dos carreiristas estão retornando. - Sou pega de surpresa pela voz do meu pai, estive tão atenta ao programa que nem notei se ele havia percebido minha chegada ou não. - O que? - Pergunto um tanto aérea, sem conseguir raciocinar ainda muito bem. Filmagens do rosto do vencedor ainda na arena aparecem na tela e meus olhos continuam fixados lá, tentando digerir o acontecido. Só consigo pensar nos traumas que esse garoto terá que enfrentar dali para frente. - Os Carreiristas, filha. Desde a 23° edição, quando Gunnar Lockheart foi o vitorioso, que eles não levavam uma para casa. - Ele se coloca em pé e volta o olhar para mim. Quando finalmente consigo desgrudar os olhos da televisão e o encaro, noto suas sobrancelhas franzidas, como costuma fazer quando algo lhe incomoda. - Ah, sim... onde está mamãe? Ela já chegou? - Mudo os rumos da conversa, tentando evitar o assunto que têm surgido todos os anos nas finais dos jogos desde que completei 12 de idade. Papai começa a ficar emotivo, me pergunta se estou bem e diz que não preciso me preocupar com a colheita. A verdade é que ele sempre se preocupou mais com isso do que eu mesma. Sei que as possibilidade de ser escolhida são mínimas levando em conta a quantidade de pessoas que participam da cerimônia todos os anos, além do mais nunca precisei pedir tésseras, o que me dá certa "vantagem" sobre as pessoas mais pobres do distrito, mas esses fatores não parecem tranquilizá-lo.
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Kreena Muffler

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Seg Jan 02, 2017 5:25 am


Kreena Muffler

Ele me continua me encarando e parece querer falar algo, mas fica com aquela expressão que as pessoas ficam quando não tem certeza se devem se manifestar. Tiro minha mochila das costas e a largo sobre o sofá, então volto a olhar para ele e ajeito minha trança por cima do ombro enquanto espero que ele responda. - Pai? - Ele pisca forte e solta um suspiro, então se aproxima e segura minha mão direita entre as suas duas. - Filha, você está bem? - Por dentro tenho vontade de insistir em perguntar sobre a mamãe para ver se ele desiste dessa conversa, mas por fora apenas sigo com minha expressão condescendente e levo o momento a diante. Papai é uma pessoa difícil de despistar, principalmente quando ele está certo de algo, e nos últimos anos ele tem estado certíssimo de que estou sofrendo profundamente com a possibilidade de ser escolhida como tributo. A verdade é que quem sofre mesmo com essa possibilidade é ele. - Pai... já tivemos essa conversa antes, não tivemos? Se não me engano ela aconteceu ao menos três vezes desde a minha primeira colheita. - Ele parece ignorar totalmente minhas palavras e me puxa para o sofá, quando me sento ao seu lado ele passa o braço por cima dos meus ombros e me abraça. - Não me culpe por me preocupar com você, é o meu trabalho como pai. - Sua voz sai embargada, me corta o coração vê-lo assim, só de pensar que isso se repetirá ao menos mais três vezes até eu completar 18 anos me dá vontade de jogar uma bomba na Capital e acabar com os Jogos só para não ter que fazer com que ele passe por isso novamente. - Eu sei, Sr. Muffler, eu sei que é. Só que não há necessidade alguma de ficar assim. Já foram três Colheitas e eu não fui sorteada em nenhuma delas, agora só faltam quatro e adivinha só... também não serei sorteada nelas. Pode ficar tranquilo, porque eu estou. - Ele me segura pelos ombros e me afasta dele, uma encarada depois e ele volta a me abraçar. - Você herdou o otimismo da sua mãe, isso é bom. Continue assim, não deixe que tirem isso de você. - Por algum motivo sua frase me acerta com força, tenho a sensação estranha de que ele não disse isso de forma arbitrária, é como se estivesse tentando prevenir que algo que aconteceu com ele, aconteça comigo. - Hey, ainda bem né? Imagina se eu fosse uma manteiga derretida pessimista como você? Essa família estaria perdida. - Solto uma risadinha e finalmente consigo me desvencilhar de seus braços para encará-lo, olho no olho. - Eu já disse e repito, não serei levada para os Jogos. Além do mais, se por um mistério do destino eu acabar sendo escolhida, prometo que me enterro em um buraco e só saio de lá quando todos os outros tributos já tiverem se matado. Ok? - Ele fecha a cara em descontentamento com o comentário e revira os olhos, em seguida se levanta e pega o controle da televisão para desliga-la.
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Kreena Muffler

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Seg Jan 02, 2017 6:39 am


Kreena Muffler

Ouço o som de uma porta se abrindo e volto os olhos para o corredor no exato momento em que minha mãe entra na sala. Ela parece apressada, e quando vê a televisão desligada expressa desapontamento em seu rosto. - Eu perdi a final? - Ela realmente parece se divertir quando assiste as transmissões. Não a julgo por isso, não é como se ela fosse a única pessoa em toda a Panem que assiste os Jogos Vorazes por diversão, além dos capitais creio que muita gente ocupa seu tempo de ócio com o programa, mas de certa forma isso me parece um tanto quando doentio. Imediatamente percebo a hipocrisia da minha opinião ao lembrar que há poucos minutos atrás eu mesma estava assistindo a morte de Anastácia. - Sim, você perdeu. Brian saiu vitorioso. - Digo colocando-me em pé para ir até ela e lhe dar um beijo na bochecha. Tiro a bolsa de sua mão e vou até o corredor da porta de entrada, onde a penduro em um dos ganchos de metal. - E como Anastácia morreu?! - Mesmo a distância consigo notar o desânimo em sua voz, logo após as mortes de Hária e Noah, Anastácia se tornou sua preferida. - Brian empurrou um daqueles bestantes explosivos para cima dela, eles dois quase não tiveram que lutar de fato. - Respondo ao voltar para a sala e encontrar minha mãe sentada no sofá retirando os sapatos. Meu pai apenas ouve nossa conversa com uma expressão de reprovação no rosto. - Isso é triste. Aposto que em outras circunstâncias a garota teria acertado uma faca certeira naquele ruivinho. - Assinto o comentário com uma risadinha e começo a me aproximar para continuar a conversa, mas papai se mete antes que consigamos levar o papo adiante. - Tenho certeza que a fofoca está ótima, mas o que acham de começarmos a nos preparar para o jantar? Vão se lavar enquanto eu preparo tudo. - Vejo mamãe revirar os olhos e dou um sorriso para ela. Só não insisto na conversa, porque sei que meu pai se sente incomodado com esses assuntos, principalmente com a colheita tão próxima. Ele dá as costas e segue para a cozinha. - Papai, amanhã é meu dia de trabalhar com você. Como está a agenda?! - Pergunto ao agarrar minha mochila e começar a me afastar. Paro no batente da porta da sala para esperar por uma resposta, mas não recebo nenhuma, então saio logo dali e vou pra o meu quarto.
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Wallace McQueen

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Seg Jan 30, 2017 1:20 pm



Turnê da Vitória



No quinto dia, Brian chega no Distrito 8. Diferentemente de todos os distritos que havia passado, este era o mais cinza, cheio de concreto e fábricas por onde o mais novo vitorioso olhava. O que diferencia a vista e dá alguma vida ao local é o gosto peculiar da população ao escolher suas vestimentas, sendo muito parecido com o da Capital, com a pequena diferença de que são surradas e muito menos extravagantes.

Todos tinham suas caras amarradas, mas não para Brian. Na verdade, todos pareciam bastante indiferentes ao rapaz. Woof, o único vitorioso do distrito, parece bastante triste com a cerimônia, mas Brian se lembra de ter ouvido em algum lugar que o homem fica bastante emotivo nessas situações. Os dois se cumprimentam brevemente e cada um segue para o seu posto.


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No pedestal de Haria, estão seus pais e seus irmãos gêmeos, mais novo. No de Noah, seus pais e 5 irmãos, sendo o mais novo ainda um bebê de poucos meses.

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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Ter Jan 31, 2017 1:41 pm


Brian



- Senhor Brian, em dez minutos estaremos no Distrito 8...

- Já estou saindo, Robert. - Digo, me esticando todo na cama.

Eu realmente não fazia ideia alguma do quanto estava cansado nos últimos dias. Sentia meus músculos mais relaxados e a cabeça mais tranquila para visitar mais um Distrito. Coloco os pés no chão para ir ao banho e quase piso na cabeça de June.

- Bú! - ela grita, com o corpo todo debaixo da cama, só a cabeça para fora.

- Vai tomar no cú, June! - levando um dos pés para pisar na sua cabeça.

Ela começa a gargalhar, saindo debaixo da minha cama toda arrumada.

- Vai tomar banho, Brian. Você tem cinco minutos - responde, chamando minha atenção.

Sem querer discutir com minha mentora psicologicamente afetada e louca, sigo para o chuveiro. Quando saio do banho, levo outro susto. June estava estendida na cama, sem roupa alguma da cintura para baixo.

- Vamos, rápido, temos 5 minutos.

- Pelo amor, June! - pego uma toalha e jogo para ela, rindo. - Vá vestir uma calça, temos 5 minutos para sair do trem.

- Você não daria conta mesmo. - ela responde, saindo do quarto.

Robert e minha equipe de preparação entra assim que June sai do quarto, com uma toalha envolto da cintura. Robert me faz uma careta, assustado.

- Ela é louca.

Ele faz que sim com a cabeça, timidamente, com um sorriso estampado no rosto.

+++

Quando a porta do trem se abre, pisco algumas repetidas vezes para saber se realmente estava no lugar que imaginava. O Distrito 8 tinha um céu cinza e era recheado de fábricas por toda parte. O cheiro do ar estava pesado de poluição, completamente diferente dos últimos distritos por onde passei.

Vejo Roo chegando e cumprimentando a população, que tinha uma cara toda amarrada e infeliz, com pessoas cheias de trapos e bem vestidos, apesar da roupa ser semelhante ao da Capital, o ar do Distrito deixava tudo mais feio. Woof, ao contrário das pessoas do seu Distrito, estava triste e com lágrimas nos olhos. Me aproximo para cumprimentá-lo e pela primeira vez um vitorioso me estende à mão e me da um meio abraço.

- Ei - digo baixinho. - Imagino o quanto seja difícil não ver seus mentoreados aqui, mas vai ficar tudo bem, ok?

Woof faz que sim com a cabeça e se senta, levando um dos braços no rosto para cobrir as lágrimas.

Diante do público, levanto um dos cartões e começo a lê-lo. Eu não tive nenhum contato com os tributos, com exceção de Ruby, que seria odiada por ter eliminado um deles da competição.

Levanto uma das mãos ao final da leitura e me despeço do público. Ouço algumas palmas e cumprimento com a cabeça os parentes dos tributos que os Jogos haviam levado.


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Hoover Everett

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Ter Jan 31, 2017 7:28 pm


- ₪ -
Hoover "Rag" Everett
"The odds are against us
This won't be easy
But we're not going to do it alone!"

— Mãe! Onde tá minha camisa azul? - fico sem resposta - Mãe!? - grito um pouco mais alto, mas ainda continuo sem resposta.

Coloco a cabeça para fora do quarto e vejo que ela não está na cozinha e nem no banheiro. Como todo o resto da família provavelmente já foi com a primeira remessa com os Pacificadores, posso gritar à vontade. Dou dois passos para fora do quarto quando a porta da frente se abre abruptamente. É Serena, minha prima magricela de apenas 8 anos. Ela parece irritada, fazendo-a ficar ainda mais fofa com a expressão brava e seu vestido vermelho.

— Mamãe disse que tá em cima da mesa da cozinha, junto com as outras! - ela ameaça fechar a porta com força, mas acaba desistindo e a abre novamente - E para de gritar! - grita ela, ainda mais alto que antes, fechando a porta com muita força.

Acho finalmente minha camisa e a visto. Neste momento, escuto o carro dos Pacificadores chegando para buscar meus tios e meus primos, mas ainda não há nenhum sinal de minha mãe. Porém, como se ela pudesse escutar meus pensamentos, entra apressada pela porta do fundo e passa por mim sem falar nada. Eu já sei o que está acontecendo. Vou até ela e paro ao seu lado, de braços cruzados.

— Foi ver se ele aparecia junto com os outros, né? - ela evita olhar para mim, ou sequer responder - Já não tínhamos entrado em um acordo quanto a isso, mãe? Achei que-

— Não há tempo para conversas. - ela gruda em minha camisa e começa a ajeitá-la - Já, já eles estarão aqui com o próximo carro. Temos que nos apressar.
- ₪ -

Despeço-me de alguns pacificadores conhecidos e vou andando até a praça, acompanhado de minha mãe. Cruzo meu braço ao dela como fazemos todos os anos quando somos obrigados a vir até aqui. Mas, desta vez, não há o risco de me levarem dos braços dela para a morte. Temos apenas que vir até aqui, ouvir meia dúzia de palavras vazias e depois retornar para as nossas vidas. E é isso o que acontece. O mais novo vitorioso, Brian Alderidge, lê mais um daqueles cartões feitos e se despede.

Como todos os anos, não estamos felizes por perder mais vidas para esse espetáculo ridículo e em 27 anos apenas uma pessoa sobreviveu a todo esse massacre. Estamos cansados de tudo isso. Dá para ver no rosto de cada um dos habitantes daqui. Esperamos que a praça se esvazie ao máximo antes de irmos procurar transporte. Ao menos, tenho o dia de folga para economizar minha energia para os eventos noturnos. Desta vez, precisarei de tudo o que eu tenho.

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Abraham Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Ter Jan 31, 2017 7:38 pm


Abraham Forrester

Fiquei a noite toda acabando um relatório e acabo por nem ter tempo para dormir - afinal, em poucas horas teria que estar na Praça Principal para receber o mais novo Vitorioso. São quatro da manhã quando vou tomar um banho e preparar já o fato que iria vestir na turnê, era da forma que evitava ficar esperando pela minha vez enquanto a minha família se arranjava à última da hora. Só cerca de duas horas depois é que eles começam a acordar - primeiro Isaac, depois Moriah, e por fim os nossos pais. Deixo-me ficar no meu quarto enquanto eles se preparam e aproveito o tempo para dar uma breve vista de olhos nos apontamentos dessa edição acerca dos nossos Tributos.

- Ah sim, a maravilhosa morte de Noah. A de Haria foi só mais do mesmo. - Não me podia queixar, a 27ª Edição teve algumas mortes bastante interessantes e úteis para os meus estudos. Adorava poder ver os danos que aquele coquetel molotov provocaram em Brian de perto, mas com certeza a Capital fez questão de mascarar as feridas.

Não tarda em minha mãe bater à porta do quarto, provavelmente já presumindo que eu nem dormi e anunciando que estariamos partindo em breve. Fecho meu caderno e sem mais demoras, saio do meu quarto para encontrar minha família já perto da porta de saída.

Isaac levava um fato elegante idêntico ao meu, porém, muito mais mal tratado. Não consigo evitar revirar os olhos quando ele olha para mim com aquele sorriso idiota, provavelmente já preparado para fazer um comentariozinho sem graça qualquer, que apenas ignoro e me faz tomar a iniciativa de abrir a porta e sair porta fora.

Trabalhando na farmácia da família, que funcionava em anexo à nossa casa, eram muito poucas as vezes em que saia de casa. E quase sempre que o fenómeno acontecia, era por conta de alguma celebração ridícula da Capital. Felizmente, a nossa casa era bem no centro do Distrito e em poucos minutos já estamos em plena Praça Principal. Eles haviam limpo a parte principal do palco e da plateia da neve leve que havia caído durante a noite, mas tinham feito um trabalho horrível, pois apenas empurraram toda a neve para as extremidades. Típico trabalho à Distrito 8.

Moriah coloca-se à frente minha e de Isaac, com os nossos pais atrás de nós. Mantendo o silêncio e seriedade, assistimos à apresentação de Brian ao Distrito, apesar de serem palavras que me entram por um ouvido e saem pelo outro. Se este tipo de celebrações fossem por atendimento voluntário, nunca me veriam pondo os pés nessa praça.




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Isaac Forrester

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MensagemAssunto: Re: Distrito 08   Sex Fev 10, 2017 12:03 am


Isaac Forrester

Quando o alarme toca eu já estava acordado. Não que a tornée da vitória me incomodasse os nervos particularmente, mas porque estava a ver que era um dia fora da floresta que me ia custar. Para não mencionar o facto de ter que estar na praça a uma hora decente, haveria mais pacificadores na rua. Por isso, um dia de trabalho perdido.

Sem muita surpresa, fui o primeiro a levantar-me. Arranjo-me o mais depressa possível e vou arranjar a roupa para minha irmã levar. Passado pouco tempo, ela se levanta, seguida de meus pais. Tomamos o pequeno almoço em família. Bem,em família menos um , mas isso já era costume. Eventualmente minha mãe acaba por ir chamar o nosso plus one.

-Wow irmão. Mal te reconheci fora do quarto. - Digo rindo. Mas ele ignora. Ele fica particularmente maldisposto quando sai do seu habitat, e fica menos conversador que o costume.

Seguimos juntos para a praça e assistimos ao amalgamado de palavras ditas pelo vitorioso. Até fingimos um pouco que acreditamos que foi ele que se deu ao trabalho de escolher aquelas palavras para nós. Mas obviamente que ele não queria saber. Estava tão interessado na gente quanto nós nele.


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