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 Capital de Panem

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Wallace McQueen

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MensagemAssunto: Capital de Panem   Sex Fev 10, 2017 4:39 am



Turnê da Vitória



Para fechar a turnê, uma festa é oferecida ao mais novo vitorioso do Distrito 2. É assim todos os anos, a mansão do presidente se enche de figuras importantes, desde vitoriosos e patrocinadores, até o próprio presidente de Panem, todos curiosos e afoitos por conhecerem de perto aquele que é a nova celebridade da Capital. A presença do casal de idealizadores - Belladonna Devine e Wallace McQueen - também não deixa de ser notada, ambos em posição de destaque e impecavelmente vestidos para o momento. Toda a exuberante extravagância da situação ainda parece pouca coisa, já que esse é um dos eventos mais aguardados e aplaudidos do ano.

Brian é produzido por sua equipe e recebe as últimas dicas de sua acompanhante. Ao chegar na festa, o rapaz é recebido com fogos de artifício e um discurso feito pelo próprio presidente de Panem. Depois das formalidades, a festa volta com tudo.

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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Sex Fev 10, 2017 10:52 pm


Otillie Ashby
"I still believe in your eyes
I just don't care what you've done in your life."

Gigi conversa sozinha a viagem inteira, até porque Alpha e Oliver não estão nem aí para ela. A única pessoa que prestaria atenção seria eu, mas estou tão pra baixo que nem isso eu consigo fazer. Mesmo com o silêncio de todos no vagão, nossa acompanhante da Capital parece não se ligar. Mesmo não querendo, o que Brian me diz continua me revirando por dentro. Os pesadelos à noite aumentaram de intensidade e regularidade.

"Quanto ao rapaz carismático, poderia ter grandes patrocinadores, mas vejo que seus mentores não fizeram muito para ajudá-lo."

Respiro fundo para não chorar. Castiel foi a única pessoa que conseguiu me ajudar nos momentos de crise. Mesmo ele insistindo em me dizer que não foi minha culpa a morte de Isaac, é impossível para mim não sentir o contrário. Ele morreu de hipotermia. Um tributo do Distrito 6 morreu por conta de uma temperatura que não era assim tão baixa. Eu sabia que ele era um rapaz sensível fisicamente, ele mesmo me admitiu isso, mas eu poderia ter feito mais. Enterro meu rosto nas mãos e saio chorando do vagão, em direção ao meu quarto. Espero que Oliver e Alpha entendam que preciso de um momento sozinha.

▬ ל ▬

Olho meu reflexo no espelho e me vejo em um vestido maravilhoso, mas do que adianta ter a melhor produção de vestimenta, maquiagem e penteado se eu não me sinto uma das melhores pessoas? Minha equipe de preparação vai embora e eu ainda fico me encarando no espelho, tentando encontrar alguma inspiração dentro de mim para sair deste quarto e encarar muita gente que vai querer me abraçar e me agradar, além de tirar fotografias comigo. Não sei se sobrevivo a esta noite. Gigi alegremente vem até a porta do quarto e me chama para irmos.

Oliver sorri ao me ver, mas não fala nada. Já percebi o quanto Oliver é sensível aos sentimentos das pessoas, mesmo ele tendo toda essa imagem de durão. Seguimos para a mansão do presidente com uma limousine muito confortável e cheia de bebidas. Gigi nos oferece um drink, ao qual recuso de primeira, mas acabo não resistindo a tentação. Tomo duas doses de uma bebida avermelhada antes de chegarmos.

Alguns patrocinadores vêm até nós para nos cumprimentar. Eu e Alpha somos os alvos principais deles, então me vejo obrigada forçar simpatia para tentar tirar um pouco a atenção dele, o que felizmente a bebida acabou me ajudando. Depois de nos livrar dos vários admiradores, outros mais chegam perto. Agradeço a eles todo o carinho, com um sorriso no rosto, mas desta vez estes parecem ainda mais convictos a ter a nossa atenção. Tento puxar toda a atenção para mim, mas uma senhora parece encantada em Alpha. Ela o pede para ver seu olho embaixo do tapa-olho e percebo a expressão de descontentamento do rapaz. Penso rápido e o puxo pela mão, pedindo licença ao casal, pois essa era minha música preferida... mesmo eu nunca tendo escutado uma só nota dela.

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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Sab Fev 11, 2017 12:09 am


ALPHA MALLOCH

Um último sacrifício, Alpha, e depois poderás ter algum descanso. Descanso da Capital era o que mais desejava naquele momento, e só mais um evento significaria um alivío próximo se esse mesmo evento não fosse o raio da festa da Capital. Que é de LONGE, o pior de todos para mim.

Passo o tempo todo no trem com a cara emburrada sentado numa das poltronas, batendo impacientemente como pé e mantendo minha visão focada num ponto aleatório da janela. Não só a viagem é longa como Gigi decide tornar tudo ainda mais desagradável não se calando por um único segundo, apesar de nenhum de nós três lhe estarmos dando trela pra conversa.

Ouço Otillie soluçar e instintivamente olho para ela, que se havia levantado e corrido para o quarto dela, presumivelmente. Não preciso perguntar para saber que ela levou a peito o que Brian disse na turnê, apesar de para mim ter sido nada mais que uma tentativa falhada e ridícula de causar drama. Se o imbecil tiver a lata de vir falar connosco durante a festa vou ter que me conter bastante para não fazer nada de idiota…

 Viro logo a atenção novamente para a janela, sem olhar para Oliver. Para tornar tudo ainda melhor, é então que Mirka decide aparecer seguida pelos seus fiéis escravos Davu, Avra e a minorca da Nova, que obriga suas pernas pequenas a trabalharem mais para conseguirem acompanhar os restantes membros da equipa. A situação é tão patética que não evito rir, mas minha expressão muda completamente quando começo a perceber o fato horrendo que Mirka leva na mão para mim.

- Nada de reclamações, para o quarto já. Hop hop. - Ela avança em minha direção, acompanhada pelo riso irritante de Davu e pelas palmas de Avra. Ah, e pelo barulho de Nova a pisotear o chão com força para conseguir acompanhar eles todos. Não esqueçamos desse pormenor importante.

- Mirka, me poupa. Não consegues ter pior gosto!? É que com cada evento consegues ter a proeza de escolher cada vez algo pior, irra. - Arranco o fato da mão dela, não lhes deixando me tocar para fazer algo tão básico como trocar de roupa. Fecho a cortina à volta da cama para não me verem e começo a trocar de roupa o mais lentamente possível só para os irritar - péssima ideia, porque o desgraçado do Davu decide abrir a cortina para implicar comigo a meio.

De roupa trocada, Nova arrasta uma cadeira para a beira da cama e apoia-se em Davu para se meter em cima da mesma, de forma a ficar mais ou menos ao nível da minha cabeça. Com a menos delicadeza possível,ela começa a arranjar o meu cabelo, reclamando mil vezes do quão despenteado estava durante o processo. Entretanto, Avra e Davu cortavam-me as unhas, um de cada lado, como se alguém realmente fosse olhar para elas.

Assim que eles terminam, nem lhes digo mais nada e dirijo-me logo à porta para sair do quarto, mas Mirka me para no último segundo para me entregar um tapa-olho da mesma cor que o fato, decorado em redor com enfeites dourados tal como o mesmo e como a kusarigama que me ofereceram durante os Jogos. Pormenor: eu detesto dourado.

- Agora vão-me fazer usar isto!? É que realmente era só o que me faltava.

- Nós temos que inovar de alguma forma, vamos ver como os convidados reagem. - Mirka explica, mas eu coloco logo a pala no bolso para só a colocar quando realmente sairmos do trem. E isso só se me lembrar da existência da mesma.

Regresso ao vagão principal e Otillie se junta a nós poucos minutos depois, quando Gigi a vai chamar ao quarto. Já na Capital, seguimos para a mansão do presidente numa limousine onde a acompanhante da Capital não para por um segundo de nos tentar enfiar bebidas goela abaixo, oferta que recuso todas as vezes, de tão farto que já estava da mulher. O pior é que o problema só começaria mesmo assim que eu colocasse os pés fora dessa limousine.

Sou logo encadeado com as cameras assim que me vejo fora do veículo, já me mentalizando ao máximo para me controlar assim que entrasse dentro da mansão. Gigi seguia à nossa frente, super animada, e já consigo ver pela brecha na porta que ela começa a empurrar o inferno que me esperava lá dentro.

Aparecem logo uns quantos patrocinadores para falarem comigo e com Otillie. Respiro fundo e os cumprimento sem emoção nenhuma, mas felizmente Otillie já começava a roubar a atenção para si até eles se irem embora. Ela consegue se livrar de mais uns quantos sem muitas falinhas mansas, até aparecer um casal que não desgrudava de nós nem por nada - porém, isso passa a um nível muito pior quando a mulher me pede para levantar o tapa-olho. Mas que raio!? Ainda bem que ele estava tapado pra ela não me ver revirando os olhos naquele mesmo momento, mas logo cedo e me preparo para o retirar e quando, graças a deus, Otillie me puxa pela mão e pede licença ao casal para avançar.

Só quando estamos uns metros mais à frente é que assimilo o que Otillie tinha dito ao casal. Que esta era a sua música preferida. Ela não está à espera que eu vá dançar com ela, certo!? Apresso-me a interromper o silêncio, antes que ela tomasse a iniciativa. - Não percebo qual é o ponto de me fazerem usar isto se é para o estar retirando a noite inteira. Eu juro que não entendo esse povo.


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Dallas Carson

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Sab Fev 11, 2017 11:10 pm



Dallas Carson

- Ahh, Miranda! Mal posso esperar para que cheguemos nessa festa! Não dá para pedir ao maquinista pra ir mais depressa, não!?

- Pensava que não gostavas do novo Vitorioso. E vais assim tão animado para a festa dele? - A mulher ri, escondido os dentes atrás da mão como se fosse o maior crime mostrá-los.

- Sabe, Miranda… é que uma festa é exatamente o que preciso para esquecer que não gosto dele. Eheh! - Debruço-me sobre a cadeira com uma gargalhada, quase me engasgando.

Passo o resto da viagem toda conversando com Miranda, me controlando muito para não atacar já todos os bolinhos deliciosos nessa carruagem, pois sabia que quando chegasse na festa teria lá coisas bem melhores aguardando o meu estômago, já para nem pensar em todos os drinks. Minha equipa de preparação e estilista vem ter comigo cerca de meia hora antes de chegarmos na Capital, e tal como em todos os anos, tentam me enfiar dentro de um fato que já mal me serve.

- Já disse que é escusado, meninas… a não ser que me queiram fazer usar um corpete. Esta barriga já não tem salvação. - Dou umas boas palmadas nas minhas banhas, acto que faz a minha estilista afastar o olhar em repulsa. Até parece que nunca viram uma gordurinha… hmph. Só fiquei assim desde que me tornei Vitorioso, culpa de todas essas comidas e bebidas deliciosas que eles cá tem.

Desde a estação de trem até à mansão do Presidente a viagem é muito mais suportável, já sentia bem os ares da Capital. Só seria melhor ainda se não me sentisse tão desconfortável nesse fato apertado, mas com sorte daqui a um copo ou dois já não reparo nisso.

Assim que chegamos, Miranda quase toma a iniciativa de abrir a porta para mim, mas por sorte consigo impedi-la a tempo de poder abrir a porta eu mesmo.

- ATENÇÃO CAPITAAAAAAL, QUE O DALLAS CHEGOOOOU!!! Yeeeeeahaw!

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Phox Ogilbee

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Dom Fev 12, 2017 12:07 am



Phox Ogilbee


Toda as festas para os vitoriosos eram tediosas de comparecer, mas essa era uma que eu não fazia mesmo questão de ir. Eu só queria esquecer que esses jogos sequer aconteceram. Ainda não sei como encarar Skeeter, mais cedo ou mais tarde terei de o fazer. Por enquanto tenho que estar na capital, pode ser que consiga usar esse tempo para me recompor.

A minha equipa de preparação não se calou a viagem toda. Não posso dizer que tenha ouvido uma única palavra do que disseram, mas eles nem perceberam, meus sorrisos falsos e acenos de cabeça em determinados momentos bastaram para os manter entretidos até à chegada e terem que começar a trabalhar.

Estas festas são sempre as mesmas. Lembro a primeira, tudo parecia do outro mundo.Tanta luz, tanta cor, tanto, tanto, tanto. Era uma demasia tal como nunca tinha visto antes de me ter voluntariado, mas depois de alguns anos, tudo parece igual. As pessoas são sempre as mesmas com algumas exceções, e claro com a adição do vitorioso. A decoração pouco muda, a música é sempre a mesma. Sempre mais do mesmo.

Me mantenho perto do bar o mais afastado dos outros vitoriosos possível. Nunca tentei muito conviver com eles antes, e este ano certamente, não estava afim de me cruzar novamente com a nova aquisição do grupo.





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Dallas Carson

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Dom Fev 12, 2017 1:35 am



Dallas Carson

Depois de conversar um pouquinho com vários patrocinadores e admiradores, me dirijo ao bar assim que tenho oportunidade para.

- O mesmo de sempre, senhorita. - Pisco o olho à mulher, que já adivinhando que eu chegaria ali a qualquer momento tira já a bebida já feita propositadamente para mim do balcão. Depois de tantos anos, ela já sabia como funcionava a coisa. Deixo a bebida acastanhada aquecer minha garganta lentamente, enquanto me encosto no balcão para ter uma vista privilegiada sobre o hall principal da mansão. Só quando me viro novamente para o bar para pedir uma segunda bebida é que reparo em alguém isolado alguns bancos mais ao fundo, preciso forçar os meus olhos para perceber que se tratava de Phox. Já era normal ver o homem isolado de todo o mundo, mas não com uma cara daquelas. Já desde a morte daquela garina do seu Distrito que noto algo de diferente nele. Não o posso culpar, tambê' sofri muito esse ano com a morte dos meus pequenos... sei perfeitamente como ele se sente. Mas hoje era um dia diferente, um dia para celebrar, e por isso me sinto obrigado a me aproximar do homem p'ra ver se o arrebitava um pouco.

- Qué'ssa cara, mê homem!? Hoje não é dia de ficar assim não, não enquanto eu estiver vendo. Oh senhorita! Uma bebida aqui pra esta cara triste, pode ser?

A mulher não tarda em trazer mais duas das bebidas que me havia preparado antes, uma para mim e outra para Phox.

- Vá homem, mostra um sorriso, vai! - bato com o meu copo no seu, esperando uma reação do homem também eu com um sorriso na cara.


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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Dom Fev 12, 2017 5:49 pm


Brian



Última parada antes de finalmente poder voltar para casa e recomeçar uma nova vida, talvez uma que eu nem sequer havia imaginado como seria após os Jogos Vorazes. Tudo o que eu pensava antes se baseava na melhor forma física, o melhor jeito de matar, como vencer. E agora que venci, sinto dentro de mim a necessidade de buscar algo mais, mas para isso eu precisava primeiro sobreviver à minha festinha de Vitorioso do ano.

Ah, como se os vitoriosos dos outros distritos realmente quisessem celebrar esse momento comigo. Quando dei às costas ao meu Distrito e segui em direção ao trem, sem dúvida alguma eu sentia como se a missão tivesse sido um sucesso. Ver meu distrito comendo do bom e do melhor não havia preço, mesmo sabendo que havia entre eles muitos ingratos que não sabiam comemorar uma boa vitória.

Dessa vez, todos os vitoriosos entram no vagão comigo seguindo em direção à Capital. Aaron senta-se do meu lado e me serve um pouco de Vodka. Ele vira o primeiro copo e sorri, como se aquilo fosse água. Quanto à mim, eu nunca sequer havia colocado álcool na boca, não queria que nada atrapalhasse meu desempenho como carreirista, muito menos algo tão fútil e inútil quanto o uma bebida.

- Um pouco de bebida às vezes é bom, trás um pouco do que temos guardado dentro de nós - Aaron diz, sorrindo enquanto enche um segundo copo. - Beba um pouco vitorioso, vamos ver o que vai sair daí de dentro.

Apesar de relutar um pouco por dentro, aceito o copo de vodka de Aaron e viro a primeira dose. A bebida descia dentro de mim como se corroesse tudo o que estivesse por dentro, além disso, o gosto era horrível. Faço uma careta.

- Puta merda.

Aaron começa à gargalhar, colocando mais uma dose.

Volto ao meu quarto levando às mãos na parede para não cair. Peço a um avox qualquer para que me traga algum remédio para fazer parar e sem nem ao menos me responder o maldito avox saí em busca de sei lá o que.

- Da próxima vez me responda quando eu falar com você... - Digo, mas o avox já tinha sumido.

Deixo a porta do meu quarto aberta pela primeira vez durante toda viagem. Eu sentia como se minha claustrofobia fosse voltar à qualquer momento. O calor tomava conta do meu corpo e era impossível ficar na merda da cama de olhos fechados porque o mundo todo estava girando.

Tomo um banho e saio sem nem ao menos pegar uma toalha para me dar o trabalho de me enxugar. Quando abro a porta da suíte, uma garota, aparentemente avox deixava o remédio para mim em cima da cama. Ela dá um pulo quando percebe que estou ali, se afasta rapidamente olhando de cima a baixo, assustada. Não posso deixar de rir.

- Obrigado pelos remédios.

Tomo todos os remédios possíveis e deito na cama. Acabo apagando por horas.

+++

Ouço o barulho de um pequeno risinho do meu lado, tento bater em volta com uma das mãos para espantar o mosquito, mas o gesto só faz com que June dê uma risada ainda maior.

- Acorda, acorda, acorda! – Ela dizia com as duas mãos para cima em forma de celebração. - Daqui há algumas horas você será apresentado à festa do vitorioso, portanto tomei a liberdade de trazer um tatuador aqui!

Abro os olhos e me vejo colocando atenção no que June falava apenas quando cita o tatuador. Abruptamente eu me coloco de pé e vejo uma pessoa com uma maleta e com o rosto todo tatuado, cabelo cumprido e unhas pretas. Não conseguia distinguir se era homem ou mulher pela quantidade de roupas e tatuagens que usava. O ser me olha da cabeça aos pés e solta um risinho.

- Muito prazer em conhece-lo, Senhor Brian.

Assim como ele, também me olho da cabeça aos pés e percebo que ainda estou pelado. Puta merda. Enrolo o lençol do lado da cama na cintura e continuo conversando com ele, com o rosto corado.

- Então... Quando faremos?

- Podemos começar agora mesmo se o Senhor quiser ir à festa com a nova tatuagem.

- Perfeito. – Sito o tatuador até à sala, onde ele me pede pergunta o que eu gostaria de fazer. Finalmente tinha a oportunidade de colocar na minha pele tudo aquilo o que queria. - Quero na mão esquerda um relógio em chamas. No pulso você colocará uma pulseira de caveiras, com 6 caveiras. Do pulso até quase o ombro eu quero tudo em chamas.

O tatuador sorri e concorda com a cabeça, ligando a agulha.

+++

Minha equipe de preparação entra em cena e me coloca em um terno cor de vinho e uma gravata da mesma cor, com uma camisa branca por baixo. Vejo os outros vitoriosos do Distrito 2 tão bem arrumados quanto eu. Ecbert, meu estilista, me olha por inteiro com uma das mãos no queixo e pede para colocarem um lenço dourado do lado esquerdo do meu terno.

- Perfeito! – ele diz.

O caminho até o palco estava me fazendo sentir um pequeno desconforto por ter que ver idiotas como Holly novamente. Não esperava nenhuma diferença da parte dela ou de qualquer outro, realmente fiz algumas coisas bem idiotas durante esses dias, mas nada com que eu me preocupasse.

Entro na festa e consigo ouvir alguns aplausos quando o presidente de Panem anuncia minha entrada. Me sinto o alvo de vários holofotes e vejo a presença de milhares de pessoas que nem mesmo imaginava saber quem são.

Robert havia me dito para sorrir para as câmeras e holofotes, me contou sobre minha popularidade com as pessoas da Capital e me deu algumas instruções do que fazer na frente da câmera. Dessa vez eu não precisaria falar nada, então levanto uma das mãos e sorrio.

Ganho aplausos do público e vários fogos de artifício durante minha entrada. Fico imaginando como será que os outros vitoriosos que não gostam de mim estariam pensando em uma hora dessas. Realmente deve ser um pé no saco pra eles ter que passar por algo desse tipo. O lado bom é que a comida e bebida eram todos por conta da casa.

O presidente diz algumas palavras e novamente aplausos. Tento me mostrar animado e interessante para todos. Quando finalmente entro na festa, vejo vários patrocinadores e pessoas importantes da Capital vindo em minha direção para tirar uma foto e me cumprimentar. Apesar de não estar acostumado com isso, cumprimento de volta e tento dar uma atenção à todos. Era só por essa noite, só por essa noite. Repito milhares e milhares de vezes em minha cabeça.

Quando consigo um tempo livre de todos, me encontro com Aaron e peço para que ele me leve ao bar para experimentar outros tipos de bebidas.







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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Seg Fev 13, 2017 1:38 am


Otillie Ashby
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Alpha tenta me dizer alguma coisa, mas não entendo bem o que ele diz. A bebida e a música me atrapalham um pouco a juntar suas palavras. Sorrio para ele, como se ele tivesse me falado alguma coisa engraçada.

— Vem, vamos fingir que estamos dançando! - neste momento, escuto a agitação do meu lado direito e percebo Brian ali, recebendo a atenção de muita gente - Acho que não precisamos mais fingir. Com ele aqui, ninguém vai querer falar com a gente.

Ver esse rapaz aqui me faz mal. Lembrar das coisas que ele me falou no dia da turnê é como receber um soco no estômago.

— Não estou me sentindo bem...

Percebo um garçom passando ao meu lado e estico o braço para buscar uma taça. O rapaz para, sorrindo educadamente, enquanto eu viro de uma só vez o líquido para dentro. Ele recolhe a taça e sai.

— Eu juro pra você, Alpha! Eu vou ser a melhor mentora que eu puder! Eu vou sim!

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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Seg Fev 13, 2017 2:22 am


ALPHA MALLOCH

- Quê!? Oh não não, é que nem penses nisso. - Otillie não parecia estar escutando uma palavra do que eu digo, mas felizmente a confusão por conta da chegada de Brian chama-lhe à atenção e faz com que mude de ideias. Passo a manga do fato pela testa e esforço a visão para enxergar o que se passava em redor do carreirista, mas logo perco o interesse e volto a atenção novamente para Otillie.

A garota murmura algo sobre não se sentir muito bem, mas no segundo seguinte já está pedido uma bebida ao garçom que passa por nós. Levo a mão à testa quando vejo minha mentora a virar o copo de uma vez, já pensando no que me fui meter e em como essa noite seria insuportavelmente longa, mas disfarço quando ela olha para mim com uma expressão completamente mudada.

— Eu juro pra você, Alpha! Eu vou ser a melhor mentora que eu puder! Eu vou sim!

Encaro-a com confusão visível na minha expressão. E ela ainda continua matutando sobre o que aquele idiota disse na turnê... não há paciência. Contenho um longo suspiro e me obrigo a sorrir para ela, mas acaba por me sair uma lufada de ar pelo canto da boca.

— Sabes, Otillie - afasto o olhar novamente para Brian e a confusão que se gerava em redor dele, observando-o com algum desdém - acho que já ganhaste esse título quando me conseguiste tirar daquela Arena.

Rio em seco, mas mais por estar assistindo à ridicularidade de todo o mundo louco em redor de Brian.
— Se o conseguiste comigo, consegues com qualquer um - e se por ventura não conseguires, só se foi por algum motivo fora do teu alcance. Agora faz-me um favor e para de pensar no que aquele idiota ali nos disse, porque era óbvio que ele só queria armar confusão. - Viro o olhar finalmente para ela, encarando-a nos olhos com alguma seriedade - Tá?


it doesn't matter cause my eyes are lying
and they don't have
E M O T I O N
don't wanna be social, can't take it when they hate me
but I know there's nothing I can do

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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Ter Fev 14, 2017 12:39 am



Gabriel Kavan

Atender uma festa de celebração da vitória de alguém responsável por ambas as mortes do nosso Distrito estava bem fora da minha lista de coisas que me apetecia fazer naquele momento, principalmente quando penso na quantidade de vezes que eu e Aloe provavelmente seremos abordados acerca do assunto. Mas felizmente que ela vem comigo, pois isso significaria que me iria divertir à custa das suas respostas tortas aos ditos cujos.  

— Hey, Ceres, chega aqui. - Me encosto num dos grandes sofás do vagão principal, Aloe do outro lado da mesa, esperando que a acompanhante da Capital lá chegasse. Ela traz consigo uma bebida estranha que me oferece, mas gentilmente recuso. - Senta-te, vamos conversar.
 
A mulher me encara confusa, mas senta-se tal como lhe pedi. Exibo todos os dentes para ela, já com vontade de rir por antecipação.

— Eu estou pensando em pedir que me façam uma prótese para a minha mão. - Levanto o braço direito, rodando o pulso para observar de perto a minha mão agora inútil - Eu pensei que eventualmente me habituaria, mas já passaram quase três anos e a maldita faz uma falta do caraças. Demoro quase meia hora só para mudar uma planta de vaso. - Baixo o olhar para respirar fundo, mas logo volto a encarar a mulher com algum descontentamento visível - Isso e o facto de vocês da Capital parecerem adorar ver, mexer e apertar minha mão como se fosse alguma espécie rara, perguntando se doí aqui ou ali onde apertam. Coisa que eu espero passar pela última vez já nesta festa.

Ceres parece ficar entusiasmada com a minha ideia e começa logo a dizer como uma prótese bem efetuada é muito mais atractiva para a Capital que uma mão “feita e morta”, pelas suas próprias palavras, mas interrompo-a a meio.

— Sim sim, isso já presumia, não foi para isso que te chamei. Queria saber a tua opinião, Ceres, uma opinião de uma pessoa tão entendida de moda como tu és, pois estou com ideias de escolher uma prótese banhada a ouro para combinar com os meus piercings. O que achas? - Ofereço-lhe um sorriso bobo e dou um pequeno toque com o dedo na argola dourada no meu nariz, fazendo-a abanar. Claro que não eram banhados em ouro de verdade, mas sim numa tinta rasca qualquer do Onze, mas quando for altura depois aproveito para trocar as jóias deles também. Ceres pisca os olhos sem parecer processar bem o que eu acabei de dizer, e do outro lado da mesa, Aloe leva a sua mão à cara sem dizer uma palavra. Eu só ria, com a reação das duas.

— Hey, estou a falar a sério - okay, talvez não na parte de Ceres ser uma grande entendedora de moda, dava pra ver o mau gosto pelo enorme vestido em forma de folha que ela vestia - É que se é para ter uma mão nova, não quero uma que pareça uma mão normal sem graça.

De repente, a minha equipa de preparação aparece vinda do vagão à frente do nosso, indicando que era altura de me ir preparar para a festa. Levanto-me do sofá e peço a Ceres que pense no assunto antes de seguir para o meu quarto, seguido pela minha equipa de preparação. Já eles, ao contrário de Ceres e Aloe, ficaram entusiasmadíssimos com a minha ideia da prótese, mas já era de esperar, vindo do grupinho que me adora vestir de dourado. Nessa festa já vi que não ia ser excepção, pelo blazer completamente dourado e brilhante que me trouxeram, mergulhado em glitter. Demasiado para mim, mas acho que já cheguei ao ponto de não querer saber do que me vestem, pois a minha opinião parece escusada no assunto.

 Não tarda muito mais até chegarmos à Capital, e desde lá a viagem de carro até à mansão é curta. Aproveito para comer alguns bolinhos durante a mesma, pois imagino a confusão que estará lá dentro. Principalmente tendo em conta a tendência das pessoas a irem falar contigo logo quando estás prestes a ir comer qualquer coisa…  

— Preparada, mentora? - provoco, com um sorriso trocista, quando a limousine estaciona à porta da mansão.  


kill me if you dare, hold my head up everywhere
▬▬ keep myself right on this train ▬▬
I'm the underdog, live my life on a lullaby
I got my cloak and dagger in a bar room brawl
see the local loves a fighter, loves a winner to fall

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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Ter Fev 14, 2017 1:13 am


Otillie Ashby
"I still believe in your eyes
I just don't care what you've done in your life."

Sorrio para Alpha. Suas palavras conseguem de alguma forma tirar o peso que sinto dentro de mim. Evito pensar de novo nisso, até porque sempre tenho em minha cabeça que Oliver foi quem fez todo o trabalho de pensar no que e quando enviar e como conseguir as coisas com os patrocinadores.

— É, você tem razão. Posso não ser perfeita nisso agora, mas vou me esforçar.

Sinto um empurrão violento e preciso me apoiar em Alpha para não cair. Viro-me para encarar uma mulher bastante magra e com expressão de que sua consciência já não está mais entre nós. É a vitoriosa do Distrito 9. Não me recordo no momento o nome dela, mas acabo de perceber que devo evitar mais bebidas para não ficar assim. Ela sorri desajeitadamente e me pede desculpa, gingando de um lado pro outro até desaparecer no meio da multidão.

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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Ter Fev 14, 2017 1:35 am


ALPHA MALLOCH

Esforço um sorriso para Otillie com a sua resposta, espero que ela agora deixe de me chatear com isso. Já tava na hora de ela tirar as malditas palavras daquele desgraçado da cabeça.

De repente, a garota parece perder o equilíbrio e apoia-se em mim para evitar cair, pegando-me de surpresa. Sinto o meu corpo contrair imediatamente, levantando o olhar assim que percebo que o desequilíbrio dela foi por conta de alguém que a empurrou e não por culpa da bebida - porém, deixo os ombros cair novamente quando percebo se tratar apenas da bêbeda ridícula do Nove, já num estado deplorável. Ela parece pedir desculpas para Otillie e nem repara em mim, mas eu não tiro o olhar sério de cima dela, tornando visível o meu descontentamento com a presença da mulher - que graças a deus acaba por ser breve.

— Só faltava ela ter entornado aquele copo para cima de nós que o meu dia já ficava completo. - Reclamo com ironia, seguindo com o meu olhar a mulher até ela desaparecer no meio da confusão. Mal aqui chegámos e eu já sinto que vou explodir se mais alguém tiver a infeliz ideia de me vir chatear.  


it doesn't matter cause my eyes are lying
and they don't have
E M O T I O N
don't wanna be social, can't take it when they hate me
but I know there's nothing I can do


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Aloe Anderson

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Ter Fev 14, 2017 3:51 am


ALOE ANDERSON


Toda a viagem de trem foi algo comum, nada que eu já não tenha feito trilhões de vezes. Isso é ruim, porque comum significa tédio e ficar entediada só aumenta ainda mais a minha ansiedade pela festa. Só de pensar na quantidade de gente que abordará Gabriel e a mim, perguntando sobre as mortes de Freya e Arnò, me dá água na boca. Eventos como esse me fazem questionar se os capitais realmente me odeiam como todos dizem ou se eles amam me odiar, porque é incrível como adoram me jogar em lugares lotados e ver o circo pegar fogo. O modo como me produzem também é pensado especialmente para que minha imagem fique o mais ameaçadora possível, o que não é de todo o ruim. Um vestido verde-oliva longo e com uma fenda enorme na perna, saltos negros de 15cm e unhas stiletto enormes decoradas com pequenas heras. Tudo muito sóbrio e apagado para o meu gosto, já Gabriel parece que tentou assaltar uma joalheria e caiu em cima do mostruário de ouro, agradeço por acharem que brilho não combina comigo.

Assim que a limousine estaciona em frente à mansão do presidente, Gabriel escorrega até mais perto da porta, me encara com uma expressão debochada no rosto e pergunta se estou pronta.

- Eu é que deveria lhe fazer essa pergunta. Acha que está pronto para mais uma festa da vitória ao meu lado? - Com uma sobrancelha erguida em presunção, estico a mão e abro a porta para descer do veículo, mas interrompo a ação e volto a encará-lo. - Você está ridículo com todo esse amarelo, tire o paletó na primeira oportunidade que tiver. - Com um sorrisinho no rosto, finalmente saio do carro para finalmente começar o espetáculo.

Assim que Gabriel se junta a mim, entrelaço meu braço no dele e passo a posar para os milhões de flashs das câmeras fotográficas ao nosso redor. Por alguns segundos é divertido, mas assim que toda a luz começa a me dar dor de cabeça, puxo Ceres de dentro da limousine e faço com que ela siga a nossa frente para bloquear as fotos. Em pouco tempo já estamos dentro da mansão, parados em frente a porta de entrada.

- Três regras para a noite de hoje. A primeira é que Ceres não ficará conosco. - Digo de frente para Gabriel, fazendo sinal para que a acompanhante vá embora sem nem olhar para ela. - A segunda é que não seremos condescendentes com ninguém, quem fala o que quer ouve o que não quer, lembre-se disso. E a terceira: quando algum idiota vier fazer perguntas idiotas sobre os nossos mentoreados idiotas, não fique encarando com cara de paisagem como você sempre faz. Tome alguma atitude ou siga a minha deixa.

Novamente de braços entrelaçados guio Gabriel através do salão até a mesa do buffet, esperando encontrar algo de interessante no caminho.    
   
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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Ter Fev 14, 2017 10:42 pm



Gabriel Kavan

Não consigo evitar rir com o que Aloe diz acerca do traje que me fizeram vestir, até porque não discordo dela. Porém, rídiculo parecia ser o tema recorrente das festas da Capital, e como tal, vou adotar o mesmo - pelo que acabo por não retirar o paletó como Aloe me pede e em vez disso divirto-me a exibi-lo nas fotos que nos tiram ao sair da limousine, com cara de bobo. Já imagino como Aloe vai odiar ver essas fotos mais tarde e ver a figura que eu eu estava a fazer, mas em contra partida, eu estava me divertindo à brava. Pelo menos por agora.

Assim que entramos dentro da mansão, Aloe para abruptamente para me dar uma liçãozinha de etiqueta acerca do que nos esperava. É algo que me pega um pouco de surpresa, mas tudo bem. Encolho os ombros e assinto com a cabeça para a mulher, mostrando não estar muito preocupado com o assunto, pois essa era a verdade. Eu preferia era nem ter que falar mais no assunto de Arno e Freya, principalmente na própria festa de homenagem a quem os matou, mas se Aloe quiser se manifestar no assunto caso este venha ao acaso, então que ela fale.

A mentora volta a entrelaçar o seu braço no meu direito, o que internamente agradeço por estar escondendo mesmo que involuntariamente a minha mão desajeitada, e deixo-a que decida que caminho tomar. Acabamos por chegar sem muita dificuldade à mesa do buffet, o que era surpreendente por ainda não termos sido parados por ninguém, mas logo percebo

— Parece que estão todos demasiado ocupados com a chegada de Brian - levanto mais o pescoço para perceber a confusão que se gerava ao redor do mesmo, não sinto nem um pouco de saudades de quando fui eu no lugar dele. Principalmente tendo em conta quantas coisas tive de assinar com a minha mão não dominante, quando ainda não me havia habituado nem um pouco a escrever com ela... - Ainda bem.

Viro logo a minha atenção para a mesa cheia de iguarias, aproveitando o sossego para me aventurar a provar as coisas mais estranhas que encontro em cima da mesa, uma das minhas atividades preferidas na Capital. E Sylvaine ainda tem a lata de reclamar dos meus cozinhados...


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Minerva Warsweet

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Ter Fev 14, 2017 10:48 pm


Minerva Warsweet

A festa do vitorioso, Brian Alderidge, estava mais do que perfeita. As taças estavam impecáveis e cintilantes, as carnes e os doces maravilhosos, os coquetéis com as melhores frutas, apesar de não haver tantas como na festa de Alpha. Os lustres repletos de diamantes eram gigantescos, porém mal ocupavam o enorme teto da sala de recepção. Ando com o sorriso estampado no rosto, cumprimentando as pessoas influentes e comentando sobre o penteado e cor alaranjada na cabeça das pessoas.

— Você parece até a irmã de Brian. Esplêndido! – digo para uma das senhoras.

Me estreito por entre as pessoas, passando a mão em seus trajes e elogiando seus estilistas, encontro alguns vitoriosos no caminho e também os cumprimento, até finalmente chegar à pessoa com quem eu precisava conversar.

— Brian!!! – digo em meio à felicidade e o abraço, dando dois beijinhos em cada lado de seu rosto. – Muito prazer, me chamo Minerva Warsweet e sou a nova acompanhante do Distrito Dois. Tudo o que você precisar é só falar comigo, mas agora eu preciso que me acompanhe, o Presidente gostaria de falar com o senhor particularmente.

Ofereço a minha mão e um sorriso animador. Olho ao redor à procura de Robert, mas parece que ao lado do rapaz só estavam os outros vitoriosos do Distrito Dois, magnífico, eles são tão lindos.

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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Qui Fev 16, 2017 2:54 am


Brian



Dou algumas risadas com as palhaçadas de June imitando um dos garçons e fico sempre ao lado dos Vitoriosos do Distrito 2. Aparentemente eu ficava um pouco mais afastado porque todo mundo queria conhecer o mais novo vitorioso.

Ao meu redor, várias pessoas da Capital usavam o cabelo alaranjado, alguns até pareciam brilhar no escuro de tanto brilho. Quando pego mais uma taça de bebida vejo uma mulher super elegante e simpática da Capital se aproximar de mim, dizendo que o presidente gostaria de conversar.

- Claro. - Procuro por Robert, mas o demente aparentemente havia desaparecido.

Aviso aos vitoriosos do Distrito que seguiria caminho com Minerva e sigo com a moça até o presidente para saber o que ele queria conversar.



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Minerva Warsweet

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Qui Fev 16, 2017 4:49 am


Minerva Warsweet

O jovem rapaz vitorioso agarra a minha mão, o que me gera diversos calafrios de revirar os olhos, tremulo o corpo rapidinho e o conduzo por entre a multidão pedindo licença quando conveniente. Me distraio no percurso com o tanto de colares e cílios postiços que aparentemente tão virando tendência, até encontrar a gigantesca porta com dois seguranças imensos.

— H-Hum. – pigarreio e os observo da cabeça aos pés. – Com licença, temos uma reunião marcada com o presidente.

Eles abrem a porta e continuam do lado de fora, enquanto temos a passagem livre e assim adentramos. O enorme lustre adornava o teto da sala de jantar, a mesa estava vazia, com apenas duas taças, uma garrafa de vinho branco e uma bandeja prateada coberta por uma redoma com detalhes em dourado. O presidente olhava através da janela, de costas para nós, observando os fogos de artifício e malabarismos dos piromaníacos que aconteciam no jardim.

— Perdão. – ele se vira e aparentemente se assusta com nossa presença. – Não tinha percebido que vocês já haviam chegado. Por favor, se sirvam do vinho que trouxe especialmente para essa ocasião.

Bato palminhas e me dirijo para a mesa junto do vitorioso, colocando um pouco na minha taça e servindo Brian também com uma. Nós três brindamos e damos um curto gole na bebida. O presidente nos olha com bastante atenção, como se estivesse esperando por algo, mas ficamos meio intrigados a respeito do que seria a conversa até que esta se iniciasse.

— Devo, mais uma vez, pedir desculpas pela falta na diversidade de frutas na festa este ano. Provavelmente não recebemos os vagões com kiwis, maracujás e tâmaras por conta do motim que houve no Onze. – o vinho desce amargo em minha garganta, meus olhos se arregalam e começo a estremecer de medo. Na mesa surge um projetor pequeno com a imagem de Brian no Distrito 11, em sua turnê, mencionando a frase repetidas vezes: "Isso mostra que vocês são um Distrito unido". – Um distrito irritado, um distrito unido, quiseram mostrar que não precisam de nós, tombando uma série de containers e ateando fogo nas frutas prontas para a sua festa, Brian. Não foi uma tarefa fácil contê-los.

Agora uma série de imagens do motim tomam conta do projetor. A população realmente tinha ficado furiosa, estavam quebrando tudo, uma ação completamente animalesca, arrogantes. Levo a mão no coração até ouvir os primeiros tiros e fechar os olhos com os impactos individual de cada um deles. Eu estava horrorizada e a vontade de chorar só vinha ao ver aquelas vidas indo embora tão rápido, mas paro pra pensar e me lembro de que amo os jogos então acabo aceitando e mudando a expressão tão rápido quanto as tendências de moda da Capital.

O presidente caminha com passos lentos, se aproximando de nós cada vez mais. Eu não estava olhando pra ele, desviava o olhar diretamente para a tapeçaria, mas tampouco prestava atenção nela também, o único propósito era não ter que encará-lo e demonstrar o medo que estou sentindo. Tudo para quando ele bate a colher na redoma, me viro e assim que ele a levanta e mostra seu conteúdo levo a as mãos até a garganta na tentativa de impedir que o grito saia o mais estridente que seria.

O suplá transbordava o líquido rubro de cheiro forte, gotas de sangue pingavam da redoma e manchavam a toalha de mesa. A boca da cabeça decepada ainda estava aberta e eu jurava ter visto esta se mexer, como se fossem espasmos de um tributo em edições passadas que tinha acabado de ser decapitado. O que mais doía é que agora eu sei qual o propósito de eu ser promovida à Acompanhante do Distrito Dois, Robert não era mais capaz de exercer a sua função.

— Não há o que temer, cara Minerva. Você só precisa fazer o seu trabalho corretamente e impedir que motins como o do Onze aconteçam por irresponsabilidade. Não gosto de meu governo sendo atacado. Eu lutei para que houvesse harmonia entre os Distritos e que todos de Panem, do Um até o Tre-Doze, entendam o bem que a Capital faz. – ele termina a sua taça de vinho e segue em minha direção, virando levemente a minha e me fazendo beber um pouco mais, além de entregar um lenço para que eu seque os resquícios de lágrimas que haviam escorrido em minhas bochechas. – O cartão que Robert fez pra você, Brian, foi o que me deixou extremamente intrigado e também o que me fez tomar tal atitude. Não acho que um rapaz elegante, de boa classe, inteligente e, acima de tudo, vitorioso, fosse responsável pelo discurso no Distrito Onze. Não é mesmo?

Engulo seco e enxugo as lágrimas, enquanto o presidente caminha com um olhar sério apesar do tom irônico em sua fala após posicionar a mão no ombro de Brian de forma até amigável, aguardando uma resposta.



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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Qui Fev 16, 2017 9:15 am


Brian



Ver o Presidente de Panem na minha frente sem dúvidas não estava na lista de coisas que eu esperaria fazer agora que terminei os Jogos. O homem olhava adiante vislumbrando todo a festa que ele mesmo financiava. Minerva seguia do meu lado com o braço enganchado no meu, aparentemente ela parecia ser uma boa pessoa. O Presidente pega uma garrafa de vinho e nós três tomamos um gole. Eu já tinha bebido um pouco lá em baixo, mas nada que chegasse perto da última noite.

O Presidente se vira, pedindo perdão pelo que acontecera, o que me faz ficar curioso. Eu mesmo não havia notado a falta de fruta alguma na festa, mas isso também não era algo que me importasse.

Ele cita a revolta no Distrito 11 após minha passagem por lá, o que faz com que eu sinta um arrepio na espinha. O olhar do Presidente era sereno e calmo, apesar de demonstrar certa irritação por conta do acontecido. Aparentemente meu discurso no Distrito havia sido interpretado de forma errada e chegado a consequências muito maiores das que imaginei.

O Senhor então pede para que alguém traga alguma coisa, mal escuto suas palavras, ainda perdido no que eu tinha feito no '11. Puta merda. É a única coisa na qual conseguia pensar no momento. Provoquei um Distrito inteiro que acabou provocando o presidente, sem dúvidas isso não ficaria barato.

Ele então recebe um prato de metal e levanta a tampa. Ainda com sangue fresco era possível ver a cabeça de Robert, morto e ensanguentado. Minerva tinha o rosto triste e começava a chorar em silêncio.

Ver o rosto do meu acompanhante no prato me fez me sentir péssimo por dentro, mesmo não tendo nojo algum da cabeça decepada de Robert, ainda era horrível pensar que até hoje à tarde ele estava comigo.

Não há o que temer, cara Minerva. Você só precisa fazer o seu trabalho corretamente e impedir que motins como o do Onze aconteçam por irresponsabilidade. Não gosto de meu governo sendo atacado. Eu lutei para que houvesse harmonia entre os Distritos e que todos de Panem, do Um até o Tre-Doze, entendam o bem que a Capital faz. ele termina a sua taça de vinho e segue na direção da nova acompanhante do Distrito 2, virando levemente a minha e a fazendo beber um pouco mais, além de entregar um lenço para que ela seque os resquícios de lágrimas que haviam escorrido em minhas bochechas. – O cartão que Robert fez pra você, Brian, foi o que me deixou extremamente intrigado e também o que me fez tomar tal atitude. Não acho que um rapaz elegante, de boa classe, inteligente e, acima de tudo, vitorioso, fosse responsável pelo discurso no Distrito Onze. Não é mesmo?

Presidente Snow agora se aproxima de mim, colocando uma das mãos amigavelmente no meu ombro. Suas palavras eram frias e extremamente calculistas, se eu não tomasse cuidado, as coisas poderiam ficar ainda piores por aqui. Eu realmente não podia dizer a verdade para o Presidente.

- Tudo o que eu menos queria era ver as coisas tomarem essa proporção, Senhor Presidente. - digo, aplicando a culpa em Robert. Isso com certeza me faria quebrar alguma coisa depois por ter que culpar outra pessoa pela merda que eu fiz, mas Robert aparentemente já não podia fazer mais nada para se defender. - É de fato uma pena ver que Robert falhou no cartão. - Levo meu olhar levemente para Minerva, que ainda estava em choque segurando as lágrimas.



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Minerva Warsweet

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Qui Fev 16, 2017 12:49 pm


Minerva Warsweet

A explicação de Brian me tira um alívio enorme, que me faz suspirar e rir ao mesmo tempo que solto algumas lágrimas. Robert tinha falhado e era meu dever instruir os próximos vitoriosos para não acabar tendo o mesmo destino.

— Aproveitem o resto da festa. – ele nos indica a saída para a porta enquanto coloca mais um pouco de vinho em sua taça.

Agradeço a preocupação do Presidente com a gente e sigo para a gigantesca porta ao lado de Brian, passamos por ela e antes que esta se fechasse, o presidente nos chama a atenção para mais algum detalhe.

— Minerva, entregue ao nosso vitorioso o último cartão que Robert lhe escreveu antes deste incidente, vai ser importante na hora do discurso.

A porta se fecha sem que eu tenha a oportunidade de respondê-lo, mas obviamente o faria. Sigo em meio a multidão já recuperada e encontro um ponto alto, agarrando uma taça vazia e uma colher de metal. Entrego o cartão que o presidente me deu para Brian e sorrio.

— Coloque suas bochechas o mais alto que conseguir, não tire o sorriso do rosto e leia cada palavra do cartão, ele me parece ser importante. – cochicho para o rapaz antes que o som estridente do metal batendo na taça chama a atenção de todos que logo se vira para nós, agarrando um microfone que havia em minha bolsa. – Atenção! Nosso extraordinário vitorio gostaria de dizer algumas palavras para o povo da Capital.

Entrego o microfone para Brian, me sentindo incrivelmente orgulhosa do rapaz.

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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Qui Fev 16, 2017 6:50 pm


Brian



Presidente Snow passa levemente a mão para arrumar os cabelos escuros, sem tirar os olhos de mim. Ele pede para aproveitarmos o resto da festa e se afasta, imediatamente puxo Minerva para ver se ela já tinha melhorado, tentando tirar o foco da cabeça de Robert que ainda estava ali. Ele sabia que Robert não foi o culpado e estava me castigando. Snow sabia que o que aconteceu era minha culpa.

Recuo com Minerva até a porta, fazendo um "sim" com a cabeça para o Presidente, mas quando chegamos à porta, ele entrega um cartão para Minerva e pede para que eu mesmo leia diante de todos. Dessa vez, meu coração começa a bater forte. O desconforto de estar na presença do Presidente estava ficando cada vez maior. Esse homem pode ser pior que qualquer monstro que entra naquela arena e mata todos os vinte e três tributos.

No caminho até o palco, vejo o quanto Minerva parecia mais aliviada por saber que a culpa não era minha e sim de Robert. Acabo sentindo um pouco de pena dela e prometo a mim mesmo que se eu trouxesse um vitorioso para o Distrito 2, o filha de uma biscate leria cada palavra dos cartões nem que eu mesmo tivesse que fazê-lo engolir essa bosta.

Minerva pede para que eu sorria o máximo que pudesse e também lesse cada única palavra do cartão. Ela dá o aviso que eu diria algumas poucas palavras à todos e me entrega o microfone e um cartão. Vejo ela pegar um lenço e enxugar as mãos que seguravam o cartão. É então que percebo que o cartão tinha algumas manchas de sangue no meio do papel dourado, tornando o cartão ainda mais pesado na minha mão.

Não perca o foco, Brian. Olho para todos na festa e sorrio o melhor que eu posso. Sabia que quando falava as minhas palavras eu era horrível, mas minha popularidade e charme com o público seriam o suficiente para lidar com isso. Espero.

- Elegante e acolhedora população da Capital - Começo. -, obrigado pela recepção calorosa e à festa extraordinária que estão fazendo para seu mais novo vitorioso. Tenho orgulho em dizer que fui responsável por sete mortes nesta edição - Sete. Sete. Sete. Os números martelavam na minha cabeça. Robert foi a sétima morte. -, e que, nas próximas que virão, serei um mentor excepcional. Eu, meus companheiros vitoriosos e Minerva estaremos mais do que dispostos a orientar nossos tributos para garantir a diversão e entretenimento de toda Panem, para que essa paixão pelos Jogos Vorazes continue acesa para eternidade. Obrigado a todos

Vejo o nome de quem era o dono do texto e a assinatura de Robert estava logo abaixo, também manchada por sangue. Puta que partiu. Meus olhos se trocam com o de Minerva que sorria para mim e aplaudia junto com todos os outros que estavam lá em baixo. Levanto uma das mãos em forma de agradecimento e saio do palco.

Passo diretamente por Minerva com a cabeça erguida. Eu sabia exatamente o que deveria fazer agora. Beber igual a ontem, dessa forma esqueceria pelo menos por enquanto a cabeça de Robert em um prato de metal.

- Uma dose da bebida mais forte, por favor.



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Aloe Anderson

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Qui Fev 16, 2017 10:20 pm


ALOE ANDERSON


Infelizmente ninguém se coloca em nosso caminho até a mesa do buffet, as coisas estão muito calmas por aqui. Gabriel parece satisfeito com a tranquilidade, enchendo a boca de aperitivos como um abestalhado sem se preocupar com ninguém a sua volta fazendo perguntas incessantemente. Aproveito o momento para tentar analisar melhor os convidados, mas isso é difícil quando todos eles estão amontoados em cima de Brian, como um bando de formigas em um cubo de açúcar. Eu já havia esquecido como vitoriosos recentes se tornam a febre do momento.

Decido dar uma volta pelo salão até o bar, onde tiro alguns segundos para pedir uma bebida. Com a taça de dry martini em mãos, volto até o buffet apenas para encontrar Gabriel ainda comendo - Como alguém tão magro consegue comer tanto? - Meio que jogo a pergunta no ar, de forma retórica, e volto a observar o movimento da festa. No exato momento em que pouso os olhos sobre a muvuca ao redor do vitorioso, percebo o próprio e uma mulher com aparência capital abrindo caminho entre a multidão. Não consigo me impedir de prestar atenção àquilo, até que os dois somem ao subir as escadas para um andar acima.

- Gabriel, vem cá. - Digo agarrando-o pelo braço e o puxando para mais perto. Se algo de interessante está acontecendo aqui, eu preciso descobrir. - Acabo de ver o ruivinho e uma mulher da Capital subindo as escadas para o segundo andar. Venha, vamos nos "enturmar", se algo de interessante acontecer quero estar por perto. - Volto a entrelaçar meu braço no dele e passo a guiá-lo para o centro da festa, onde agora os abutres da capital parecem tristes por terem perdido sua nova celebridade local.

Não é preciso esperar muito tempo até que Brian retorne. Os dois se colocam em um local de evidência e a mulher que o acompanha pede por atenção, tilintando uma taça com um talher de metal. O garoto começa um discurso como qualquer outro, nada de extraordinário, até que menciona o quanto está orgulhoso pelas sete mortes as quais foi responsável. -Sete? Pelas minhas contas foram seis, não? - Comento com Gabriel, que se encontra em silêncio ao meu lado.    
   
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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Sex Fev 17, 2017 11:59 am



Gabriel Kavan

Nem dei pela falta de Aloe não fosse ela comentar sobre o tanto que eu comia e eu ter reparado na taça que ela agora levava na mão. Estava demasiado concentrado em todas as coisas novas que ainda não tinha provado, a Capital sempre arranjava um jeito de fazer algo de novo a cada ano. Porém, a falta de algumas frutas e legumes me deixam algo desconfiado, não me lembro de ter reparado haver uma má época este inverno no Onze. Nem sequer nevou uma única vez...  se isto foi pelo outro motivo que tenho no fundo do pensamento, eu não quero nem pensar no ambiente que se instalou no Onze entretanto. Quer dizer, tudo já estava meio tenso desde que Brian passou por lá, mas não esperava que a circunstância tomasse esta dimensão. Só espero que Sylvaine esteja bem, ela sempre se deixa afetar por estas coisas...

Quase me perco no próprio pensamento, não fosse Aloe interrompê-lo ao puxar-me pelo braço. Pelo repentino despertar de interesse da minha mentora, esperava que estivesse a acontecer algo de interessante, mas ela apenas me diz que tinha visto o mais novo Vitorioso a seguir para o segundo andar acompanhado de uma mulher da Capital. Olho para ela confuso, não percebendo qual era o espanto. Ela sabe tão bem ou melhor que eu como alguns Vitoriosos acabam por ceder a outros tipos de prazeres da Capital, outros até nem por vontade própria. Então quando se tratavam de Carreiristas... Aloe insiste em que nos enturmemos para tentar perceber o que se passava, e não me dá grande chances de a contradizer colocando logo o seu braço entrelaçado no meu e me conduzindo para o meio da confusão.

Alguns minutos depois eles regressam, e eu só começo a achar a situação realmente estranha quando a mulher pede a atenção de todos para ela e Brian. O garoto começa a ler um discurso, okay, talvez a mulher apenas o tenha ido preparar para o mesmo. Se bem que não me lembro de a ver durante a turnê há poucos dias atrás... Não presto muita atenção ao que o rapaz tem para dizer, provavelmente é o mesmo que já ouvi e li milhentas vezes não só na turnê e festa de Alpha mas também na minha própria, mas Aloe me chama a atenção para uma coisa. Segundo ela, a quantidade de mortes que Brian enumera no seu discurso não coincidem com as contas de Aloe. Eu paro para pensar um bocado antes de responder, mas sinceramente eu não fazia ideia de quantas mortes o garoto tinha provocado durante a sua edição. Lembro-me obviamente de ambos os do nosso Distrito, de Anastácia e... mais nada. Acho que Vince me mencionou uma vez quantas foram, mas não devo ter prestado atenção. De qualquer forma, pareceu-me mais um engano que outra coisa.

— Talvez se tenham enganado a escrever? Ou ele leu mal, Carreiristas não costumam ser lá muito inteligentes. - rio levemente, para não chamar muita atenção. Todo o mundo parecia agora bater palmas quando ele termina menos eu e Aloe, mas também eramos dos poucos Vitoriosos não Carreiristas que estavamos ali metidos - Na verdade, eu não me lembro de quantas foram. Mas se tiveres certa, mais alguém há de reparar.


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Jasper Shockness

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Sex Fev 17, 2017 3:54 pm


Jasper Shockness



- É disso que o povo gosta, é isso que o povo quer! - levanto uma das taças de champanhe e brindo com os outros vitoriosos do '1, sorrindo.

Vejo Sapphire revirar os olhos quando me vê brindando e Pearl solta um risinho gracioso ao olhar para a outra vitoriosa.

Desde a ida de Brian ao Distrito 1 eu não conseguia pensar em outra coisa se não nessa festa do Vitorioso. Era muito bom poder ter todos os vitoriosos juntos, bom, não tão juntos assim. O povo da Capital nos recebe com fotos e sorrisos. Jogo o cabelo para trás com às mãos e sorrio para todos. Mesmo não sendo a estrela da noite, tínhamos que mostrar que estávamos bem, independente do que nos aconteceu nos Jogos esse ano.

Cumprimento alguns outros vitoriosos, mas a maioria deles não gostava muito de carreiristas. Uma pena que pensem dessa forma, só os fazem parecer mais ignorantes do que são.

Depois de um tempo longe das câmeras por conta do outro carreirista bombadinho vitorioso, vejo Brian voltar com uma acompanhante da Capital para um discurso. Estava saindo do bar no momento em que o rapaz começa a dizer suas lindas palavras escritas por alguém no seu cartão e acabo esbarrando em Hammil, vitorioso do Distrito 4. Parece que os vitoriosos do '1 tinham ido cada um para um lado.

Dou um sorriso simpático para ele e aperto sua mão, junto com um abraço.

- Bom te ver, meu rapaz. Como é que estão as coisas no pesqueiro? - sorrio, tomando um outro gole de bebida. - Vejo que está elegante como sempre.


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Holly Jones

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Sex Fev 17, 2017 9:38 pm


Holly Jones


Eu não queria ter que comparecer à festa do vitorioso, mas me senti na obrigação já que muitos patrocinadores que ajudaram Anastácia estariam por lá, além de garantir também o patrocínio para os próximos tributos que estão por vir. Dessa vez minha estilista acaba acertando na roupa, um macacão laranja pastel que não chamasse muita atenção com um cinto preto, desse modo não precisaria me preocupar com tantas pessoas me chamando para conversar.

Desse do trem e vou direto para o balcão, ignorando as atrações e me limitando a cumprimentar só quando obrigada. Definitivamente meu traje não funcionou como eu imaginava, eu estava sendo uma atração, não tão importante quanto Brian, já que a maluquinha foi tão bem na edição e garantiu alguns fãs por conta de sua personalidade, coisa que carreirista não tem, são todos iguais. Ignoro qualquer vitorioso destes distritos e me prendo apenas nas personalidades influentes, converso por um bom tempo.

Ouço o barulho de taças e logo a voz de uma moça da Capital, Brian faria um discurso e isso eu não poderia perder por nada. Presto atenção em cada palavra que o novo vitorioso diz e fico intrigada com uma coisa. Sete mortes? Não, foram seis mortes e pelo desconforto dele ao dizer o número eu já imagino o que tenha acontecido. Ele termina seu discurso, lhe ofereço palmas lentas e um sorriso bem sarcástico. Não demora para ele ir até o bar e eu entenda o que está acontecendo, sigo e paro ao seu lado.

— O mesmo, por favor. – peço ao barman. – Da bebida mais forte? – pergunto ao vitorioso.

Ele não me responde de momento, o que me tira uma risada, encaro o moleque por mais alguns segundos quando o barman nos entrega as bebidas. Espero que ele beba para então volto para minha expressão séria, jogando um verde para descobrir o que tinha acontecido.

— Foi alguém da sua família?

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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Capital de Panem   Sex Fev 17, 2017 11:32 pm


Otillie Ashby
"I still believe in your eyes
I just don't care what you've done in your life."

— Ela precisa é de ajuda. - observo ela sumir na multidão - Será que ela não tem nenhum familiar ou amigo que perceba isso?!

Olho para Alpha, mas ele parece pouco se importar com isso. Prefiro não continuar o assunto para eu não me entristecer. Continuamos ali em silêncio, observando todos ao redor. Cumprimento uma ou outra pessoa, agradecendo os elogios e tentando retribui-los da melhor forma. Quando dou por mim, o garoto vitorioso está sendo anunciado para fazer um discurso para nós. Minha boca amarga e meu estômago revira. Tento parecer forte, sem transparecer nada a Alpha.

Oliver se junta a nós, me entregando uma taça de suco de laranja, como se adivinhasse do que eu precisava. Tomo um gole, tentando desligar meu cérebro da voz de Brian, mas o gosto estranho - um tanto quanto artificial - me faz querer devolver o líquido ao copo e me dá ainda mais vontade vomitar. Devolvo a taça para Oliver.

— Não tá gostoso. Agradeço, mas não dá pra tomar.

Meu mentor vira o copo com o líquido de uma só vez e se retira. Tenho a impressão de que Oliver ficou um pouco chateado, porém não o sigo. Sei que não foi pela resposta, mas sim por eu estar o tempo todo com Alpha.

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