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 Distrito 06

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Alastor Romanov
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MensagemAssunto: Distrito 06   Sab Jan 09, 2016 10:14 am



DISTRITO 6


"A principal indústria do Distrito 6 é o transporte. É conhecido por ser muito instável e pela sua grande área."


Antecipando os dias da Colheita, o ambiente no Distrito 6 estava bastante tenso. Haviam menos gente na rua, as pessoas falavam menos e pareciam nervosas. Porém, o trabalho continuava.


ATENÇÃO: Utilize este tópico para interagir dentro do seu Distrito (sozinho ou com o seu companheiro de Distrito). Pode falar de tudo, desde do que está fazendo até ao que está sentindo. Aproveite para desenvolver a história do seu personagem. A postagem não é obrigatória, mas apenas a faça se tiver a certeza que não mudará o distrito e ocupação do seu personagem depois. E lembre-se: O seu personagem ainda não foi escolhido na Colheita.

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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Fev 04, 2016 12:56 am


ALPHA MALLOCH

Voltar à minha casa antiga é sempre uma tarefa difícil. Normalmente peço à minha mãe para fazer isso por mim, apesar de ser mais difícil arranjar transporte para ela até esta zona do Distrito. Mas desta vez, era diferente. Eu não iria à casa da minha mãe... mas sim à do meu pai.

Não entrava aqui desde o dia da Colheita da 26ª Edição. Uma grande parte das minhas coisas ainda cá estão, coisas que ignorei por completo ao saber que simplesmente poderia substitui-las agora que venci os Jogos Vorazes. Mas com a população do Distrito a aumentar desta maneira, mais cedo ou mais tarde terão que colocar a casa à venda. Erie se ofereceu para vir aqui por mim, mas eu recusei. Se aquela casa provoca tanto sentimento horrível dentro de mim, nem imagino o que a minha mãe sentiria, depois de tudo o que ele fez a ela...

A casa estava com um ar mais sombrio e escuro que nunca, mas saber que ele não está cá alivia bastante esse efeito. O pó havia se acumulado mais que o costume - isto porque ele não se dava ao trabalho de arrumar minimamente a casa, deixava isso para as mulheres que tiveram o infortúnio de cá vir - ainda haviam garrafas velhas espalhadas pela divisão com o líquido jorrando e estragando a madeira que servia de chão.

A mezzanine era o que eu chamava de quarto. Uma plataforma de madeira que se estendia por cima da divisão, que eu dividia com um monte de aranhas. Sem porta, cortinado ou o que quer que fosse me separando a mim do meu pai. Sem um mínimo de privacidade. E quando ele trazia alguma mulher cá para casa, não havia como me distanciar de nenhuma forma...

Respirando fundo, começo a subir as velhas escadas. A minha cama não estava feita, e o baú onde eu guardava as minhas roupas ao lado da cama ainda estava aberto. Sem dar importância a isso, abro a porta que eu mesmo fiz para o sótão.

Foi com um murro depois de um ataque de raiva que descobri o tecto por cima de mim ser oco, e assim descobri o sótão que durante tanto tempo o meu pai tentou esconder. Apesar das coisas que vi lá guardadas, aprendi a gostar do local, depois das inúmeras vezes em que tive de me esconder neste.

Dou uma volta ao local, percorrendo todos os cantos com a visão. O que tenho de levar não é exatamente o que necessito ter, mas sim o que necessito esconder. Não que Panem inteira não saiba já do que o meu pai era capaz. E depois de tantos anos e de tantos ataques de raiva, eu próprio já havia destruído a maior parte das coisas que não me agradavam neste local... mas mesmo assim. Não gosto da ideia de deixar tudo isto aqui.

Começo a trazer as caixas lá para baixo, sem me dar ao trabalho de ver novamente o conteúdo destas. Eu próprio as levarei para a trituradora da fábrica de Aerodeslizadores. É quando levanto uma das caixas mais pesadas que encontro o chicote que eu usava enrolado por baixo desta. Solto uma lufada de ar presa na garganta, com todas as emoções mistas que a visão da arma me trazia. Depois de ponderar por uns breves segundos, acabo por apanhá-la e guardá-la na mala que trazia comigo.

Depois de esvaziar todo o sótão, subo novamente para a mezzanine. Acabo por puxar desajeitadamente as orelhas à cama, por colocar algumas roupas velhas dentro da mala e por fechar o baú. De braços cruzados, dou uma última volta à casa, sentindo o calor da ansiedade nas minhas mãos. Provavelmente terei que voltar aqui noutro dia, mas por hoje não dá mais.


*


Saio da entrada da fábrica depois de ter despachado tudo lá dentro. Enquanto me concentrei apenas nas caixas e em me livrar delas o quanto antes, os meus pensamentos não dispersaram tanto. Mas agora que me vejo cá fora de novo, contemplando a pista de entrada para a fábrica que todo o fim de tarde me lembrava que tinha que regressar a casa do meu pai mais cedo ou mais tarde... também foi neste lugar que conheci tanto Athena, como Otillie e Oliver pela primeira vez. Minha vida mudou tanto desde então, mas não posso dizer o mesmo de mim próprio. Todo esse agregado de maus sentimentos dentro de mim permanecia igual, se não mesmo pior. Pensei que ver finalmente meu pai ter o que merece me faria sentir melhor acerca de mim próprio, mas nem por isso. Respiro fundo. Sei o quão é escusado matutar acerca disso...

Caminhando ao longo da pista, acabo por decidir no mesmo segundo continuar em frente por uma das ruas estreitas em vez de seguir pela direita, rua a cima que antes me levava até à casa da minha mãe e que agora me levaria até ao meu transporte até ao centro do Distrito. Ergo a cabeça, relaxo os ombros, e sigo por esse caminho que já conhecia melhor que a palma da minha mão. O caminho para a fábrica abandonada onde passei tanto tempo da minha infância.

Era ainda um pouco longo e cheio de artimanhas, de tantos prédios desabados e outros obstáculos que tornavam o sítio de tão difícil acesso, mas o meu cérebro já processava o caminho automaticamente de tantas vezes que passei aqui. E ali estava ela - a velha fábrica de infraestruturas e peças, já sem o tecto no último piso e com a maioria das paredes partidas. Mesmo eu tão mau estado, conhecia este sítio bem melhor do que como conhecia a fábrica de Aerodeslizadores onde eu trabalhava.

Sem me preocupar com não fazer barulho, pontapeio alguns destroços pelo descampado ao redor das ruínas, caminhando até à entrada improvisada por uma das paredes partidas. Mas meu corpo se contrai todo me deixando em estado alerta instintivamente, ao ver um vulto no outro lado escuro do piso. Mas só preciso caminhar mais uns passos para o conseguir distinguir. Otillie.

Ela se havia levantado provavelmente ao ouvir o ruído que eu fiz lá fora com os destroços, não esperando que alguém fosse aparecer aqui. Heck, eu é que não a esperava ver aqui. Pelos vistos conseguiu encontrar o caminho sem problemas, quando eu havia presumido que ela teria de me perguntar novamente como chegar até aqui. Ela realmente não tem passado muito tempo lá na Aldeia...

- Olha só, a desaparecida - tento recebê-la com um pequeno sorriso, apesar de não funcionar muito bem - Devo dizer que estou surpreendido por teres conseguido chegar aqui sozinha.

Aproximo-me mais, subindo um pouco nas escadas atrás dela de onde eu presumo ela se ter levantado. Sento-me num patamar mais acima, deixando a mala cheia ao meu lado.

- Então, como te sentes? - acabo por perguntar, não sabendo ao certo o que dizer acerca da situação.


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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Fev 04, 2016 5:31 pm


Otillie Ashby
"I still believe in your eyes
I just don't care what you've done in your life."

O sossego que me preenche enquanto estou nas ruínas de uma antiga construção do Distrito 6 se assemelha ao efeito de morfináceos. Alpha tinha razão. Se antes eu soubesse, não teria passado por todo o sofrimento que passei... Ou também não teria quase destruído minha vida ao injetar aquelas drogas em mim. Onde eu estava com a cabeça ao fazer aquilo?!

— Mas tudo isso já ficou para trás... - jogo meu pescoço para trás e apoio meus cotovelos no degrau acima da escada, respirando fundo e tentando mais uma vez limpar minha mente de qualquer preocupação - Ficou para trás...

Mas minha paz logo se esvai no momento em que escuto pessoas se aproximando. Meu coração acelera e me obrigo a me levantar abruptamente, quase escorregando escada a baixo no processo. Meus olhos percorrem todo o perímetro a procura dos uniformes brancos, mas não enxergo nenhum se aproximando.

— Será que é proibido entrar aqui? - cochicho para mim mesma, tentando ao máximo aliviar meu rosto de culpa - É perigoso, mas não há nada aqui para...

Alpha! Solto uma risada aliviada e relaxo a expressão. Minha respiração vai se acalmando gradativamente, assim como meu coração.  

— Olha só, a desaparecida - ele sorri e se aproxima mais - Devo dizer que estou surpreendido por teres conseguido chegar aqui sozinha.

O caminho é realmente complicado, mas não é tão difícil assim. O mais complicado, talvez, é você se esgueirar pelas pessoas para que não seja vista por ninguém ao entrar aqui ou passar pelos escombros. Mas não respondo, enquanto o garoto se acomoda no degrau acima.

— Então, como te sentes?

Olho para meus sapatos, como se eles tivessem algo muito importante a ser analisado, antes de responder.

— Estou bem. Muito bem, aliás. Melhor do que estive desde que voltei viva da minha edição. - respiro fundo e olho para cima - E devo isso a você. Venho aqui sempre que... Sempre que... - passo as mãos no rosto tentando conter o choro para que ele não perceba - Que os pesadelos me assombram.


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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Fev 04, 2016 10:32 pm


ALPHA MALLOCH

Saber como a minha ideia realmente havia ajudado Otillie provoca um sentimento em mim que normalmente não associo a este tipo de situações. Digo, em situações sociais. Era algo que normalmente sentiria acerca de uma coisa que influenciasse apenas eu próprio ou algo do género. Não estar à espera disso faz-me desligar por uma milésima de segundo, mas acabo por sacudir o sentimento fora e não dar importância ao sucedido.

- Tu não me deve nada, Otillie... - estalo com a língua em sinal de discórdia, encostando-me melhor à parede para encarar o teto enquanto escutava minha mentora tentar conter o choro que teimava em se manifestar - algo que eu estava já habituado a reconhecer inúmeras vezes na voz minha mãe.  

- Hey. Olha pra mim. -
volto a interromper, quando acho ser altura de a olhar novamente, mantendo o olhar sério até notar ela se acalmar - Está tudo bem, não temos de falar nisso.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Sex Fev 05, 2016 4:25 pm


Otillie Ashby
"I still believe in your eyes
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— Tu não me deve nada, Otillie...

Sorrio por baixo das mãos enquanto seco minhas lágrimas discretamente. Alpha e Oliver são os únicos neste lugar que sabem como eu me sinto, como é sobreviver aos Jogos. Mesmo com a companhia dele, eu não me sinto incomodada a querer voltar a ficar sozinha. A companhia de Alpha me traz paz tanto quanto este lugar.

— Hey. Olha pra mim. - ele chama a minha atenção depois que já me acalmei -Está tudo bem, não temos de falar nisso.

Concordo apenas com a cabeça, sorrindo. Se fossem os meus pais, eu com certeza estaria sendo pressionada a dizer tudo o que está me aflingindo, mas às vezes é melhor a gente guardar os nossos demônios para nós mesmos.

— É. Eu sinto que se falar em voz alta, tudo isso pode acabar me dominando, sabe. Como se não fosse ter volta...

Levanto-me e bocejo. Olho mais uma vez ao redor, como se fosse a última vez que eu viria aqui, antes de me virar para Alpha.

— Eu estava pensando... Sabe, os outros vitoriosos têm "talentos" que a Capital adora noticiar. Gabriel, por exemplo, vi que ele cuida de vários tipos de plantas. Acho que nós deveríamos achar alguma coisa para ocuparmos nossas horas vagas. - olho para Alpha rapidamente e parece que ele entende a graça que teve o que eu acabei de falar - Não que nós não tenhamos muito tempo, não é? - rio, corando levemente.

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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Sex Fev 05, 2016 4:50 pm


ALPHA MALLOCH

Saber como a minha ideia realmente havia ajudado Otillie provoca um sentimento em mim que normalmente não associo a este tipo de situações. Digo, em situações sociais. Era algo que normalmente sentiria acerca de uma coisa que influenciasse apenas eu próprio ou algo do género. Não estar à espera disso faz-me desligar por uma milésima de segundo, mas acabo por sacudir o sentimento fora e não dar importância ao sucedido.

- Sei exatamente o que queres dizer - volto a virar a atenção para o teto, lembrando-me da raiva que tomava conta de mim cada vez que pensava no meu pai. Acabo por me prender um bocado na memória, mas consigo desviar o pensamento quando Otillie se levanta, fazendo-me fazer o mesmo instintivamente.

Quando ela olha novamente para mim, cruzo os braços e me encosto à parede, encarando-a de volta. 

Eu estava pensando... Sabe, os outros vitoriosos têm "talentos" que a Capital adora noticiar. Gabriel, por exemplo, vi que ele cuida de vários tipos de plantas. Acho que nós deveríamos achar alguma coisa para ocuparmos nossas horas vagas. - o assunto me apanha desprevenido. Talentos? Olho para ela franzindo o sobrolho, mas com uma expressão de graça no rosto. Ela acaba por completar com o que exatamente eu estava pensando, fazendo-me escapar uma risada também.

- É que não é só a questão do tempo, sabe. É que "talento" é uma palavra que simplesmente não combina comigo. - volto a rir discretamente, pela imagem mental que se criou ao me imaginar tratando de plantas como Gabriel, ou cozinhando como a minha mãe. - Não. Definitivamente não vai acontecer.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Seg Fev 08, 2016 5:04 am


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— É... talvez nem comigo...

Encaro o teto durante alguns segundos, até que um pensamento surge em minha mente. Sorrio com o fato que acabei de perceber.

— Se fôssemos metade do que imaginam que somos, da imagem que criam de nós, acho que estaríamos mais felizes. - desço um degrau e volto a olhar ao meu redor - Observei de perto a maioria dos vitoriosos e percebi que eles são pessoas tão normais quanto nós. Bom, talvez alguns com uma aura mais encantadora do que outros, - logo imagino Gabriel, com sua habilidade com plantas e sua paixão por tatuagens. Passo a mão sobre a que fiz durante a edição de Alpha - mas a maioria é bem comum.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Seg Fev 08, 2016 10:49 pm


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Inclino a cabeça e encaro a garota. Acho difícil ela não se destacar em atividade alguma, para além do jeito nato que já tem com pessoas. Ao menos falo por mim, que não trato mais ninguém da mesma forma que trato ela. E tudo isso é somente resultado da maneira com que ela age para comigo, tão diferente de toda a gente que conheço... Agora se a Capital reconheceria isso como um talento... bem, acho que não faz diferença para eles se a pessoa é um amor como ela que sabe escolher as palavras certas ou um idiota sincero como eu. Se mataste um ou outro Tributo ou saíste vivo dos Jogos Vorazes depois de algum feito épico, eles já celebram o teu nome de qualquer forma.

Escuto com atenção as palavras de Otillie, enquanto balançava o meu pé não apoiado na parede de trás para a frente. Se ela está a imaginar do que a Capital pensa de nós... talvez. E mesmo assim custa-me acreditar nisso, principalmente depois daquela conversa com Oliver. Se eu fosse sequer metade do que qualquer outra pessoa que me conheça pensa que eu sou, felicidade se tornaria numa palavra ainda mais estranha para mim. Não que me fosse ralar com isso agora, pelo que nem tento contrariar o que Otillie diz. Felizmente, ela rapidamente passa a atenção de nós para os outros Vitoriosos.

- É... creio que sim. - Limito-me a responder. Nunca me dei ao trabalho de os conhecer melhor. Nem tenho a mínima intenção de fazer tal coisa, pelo que não tenho voto na matéria. Aliás - nunca achei que eles tivessem algo de especial sequer, para começar.

Batuco com as unhas dos dedos na parede, mirando o solo. - Na verdade..., nem sei o que os faria incomuns. Desculpa. - Acabo por admitir, para não deixar o silêncio se prolongar. Levanto o olhar para ela, soltando um breve riso - Para mim, todos eles apenas parecem igualmente chatos e sem graça.


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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Dom Fev 14, 2016 2:17 pm


Otillie Ashby
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— É, eles são pessoas normais. - sorrio para ele, mas logo desvio o olhar - Alguns mais... bom... difíceis que os outros, mas conheci alguns que são legais. O Gabriel do Onze, por exemplo. Ele é um rapaz agradável.

Chuto uma pedrinha de um dos degraus e ela desce a escada aos saltos pulando três degraus de cada vez. Não sei se Alpha se daria bem com ele, por isso não digo nada sobre apresentar um ao outro. Não imagino também Alpha se dando bem com nenhum outro vitorioso. A maioria das pessoas depois da vitória se torna arrogante. Não que eu ache isso, mas foi o que Oliver me disse. Ele tentou me alertar de tudo isso depois que eu voltei da Capital há 4 anos, mas não me vejo mudando por conta de um título que eu não me sinto nem um pouco à vontade com. E Alpha é o tipo de personalidade que não tem muita paciência com essas pessoas.

— Mas, mudando de assunto, como está sua mãe? Faz algum tempo que não a vejo.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Dom Fev 14, 2016 3:48 pm


ALPHA MALLOCH

- Gabriel... ah sim. - Acho que já o vi umas quantas vezes com Otillie... aquele garoto tatuado que ganhou a edição antes da minha. - O Vitorioso do Massacre Quaternário, - concluo em voz baixa.  Provavelmente foi ele quem convenceu Otillie a fazer aquele desenho piroso no braço dela.

Observo a pedra que Otillie chutou saltitando pelas escadas. Lembro de um grupo de colegas meus tentando fazer tatuagens com tudo o que encontravam, há alguns anos. Principalmente com tintas para os carros e de outros veículos, que conseguiam roubar das fábricas ou das oficinas em pequenas quantidades. Claro que todas acabaram infetando, desbotando ou borrando. Foi divertido de se ver.

- Minha mãe 'tá ótima. - movo a direção do olhar desde o teto para os olhos de Otillie, quando a voz dela me traz de volta ao presente. - Normal que não a vejas, ela agora passa o dia todo enfiada em casa cozinhando, com todas as novas possibilidades nessa área que isto de ser mãe de um Vitorioso trouxe para ela. -  reviro os olhos ao acentuar a ironia em "Vitorioso", mas acabo soltando uma leve risada. - E a tua família...? -  acabo por acrescentar, mais por educação que por interesse.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qua Fev 17, 2016 7:00 pm


Otillie Ashby
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— Estão bem. Menos preocupados agora que acham que eu arrumei coisas para fazer aqui no distrito. - dou de ombros e tento desenhar círculos com a ponta do meu sapato - Eles nunca perguntam nada, acho que confiam em mim. Sabem que eu não voltaria a... Bom, não depois de todo o sermão que Oliver me deu quando aconteceu.

Balanço a cabeça, confusa com as próprias palavras que saem de minha boca. Olho para Alpha e ele me olha curioso, parecendo não entender uma só coisa do que eu acabei de falar. Dou de ombros de novo e chuto uma segunda pedrinha.

— Meu pai imagina que eu estou me envolvendo com alguém... Sabe... Coisas amorosas... - viro-me de costas para Alpha para que ele não me veja corar - Ouvi ele conversando com minha mãe ontem, mas eles não vieram perguntar nada. Mas, na verdade, tudo o que eu quero mesmo é permanecer aqui. Sozinha. Eu, eu mesma e Otillie.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qua Fev 17, 2016 8:52 pm


ALPHA MALLOCH

Cerro o meu punho com força e dou duas marradas leves na base das escadas, levantando alguma poeira, mas com uma expressão vaga no rosto. Me perdi com as palavras de Otillie, que me despertou a curiosidade através delas sem depois se explicar. Se ela soubesse o quanto isso me enerva... Não o deixo transparecer, no entanto. Se fosse com outra pessoa qualquer eu exigiria a explicação que me deve, mas ela não é outra pessoa qualquer. E não é como se fosse a primeira vez que ela faz isto...

Volto a seguir com os olhos a segunda pedra que Otillie chuta, observando-a saltitar escadas abaixo. Farto de estar em pé, dou um par de passos à frente na direção de Otillie e volto a sentar-me, uns degraus mais abaixo.

Como já era de esperar, Otillie não tarda em mudar de assunto. Inclino-me um pouco para a frente, ao notar hesitação na voz dela, e escuto o que tem a dizer.

- O quê!? - Não evito soltar uma gargalhada, que interrompo assim que noto esta ecoar pela fábrica. - Porque raios pensaria ele nisso?

Lembro-me logo da conversa que tive com a minha mãe há uns dias, mas decido não mencionar que ela desconfiava da mesma coisa acerca de mim. Afinal, a única garota ou mesmo pessoa com quem eu falo com mínima frequência é Otillie, pelo que ela assumiria facilmente tratar-se de si de quem Erie desconfiava - e eu não estou pra lidar com essas chatisses. Deixo-a então terminar de falar.

- É, eu também. - encaro o teto momentaneamente, antes de virar a atenção novamente para Otillie, que estava de costas para mim. - Nunca vou entender essa mania de assumirem sempre que estamos interessados ou realmente vendo alguém, - continuo, encolhendo os ombros -  algumas pessoas simplesmente ficam melhor sozinhas.

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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Dom Fev 21, 2016 2:36 pm


Otillie Ashby
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— Eu não sei se quero ficar sozinha. - encaro o chão e depois volto meu olhar para o teto - Mas eu não quero pensar em passar o mesmo que meus pais passaram comigo e com o meu irmão quando fomos pros Jogos.

Esfrego minhas mãos no rosto tentando não transparecer o quanto as lembranças daquele ano me destroem cada vez que penso nelas. Eu sei que não preciso esconder isso de Alpha, porque entenderia a dor, mas, às vezes, é melhor fingir que esta tudo bem.

— Acho que é melhor voltarmos. Já está ficando tarde.

Sem esperar por uma resposta, começo a me encaminhar para fora do local.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Dom Fev 21, 2016 4:20 pm


ALPHA MALLOCH

— ...Ah. - Então era essa a preocupação de Otillie, enquanto que eu não estava pensando sequer que isso pudesse ser a razão para preferir estar sozinho - mas sim que esta fosse mais por ser uma conveniência que outra coisa, tanto para mim como para o outro lado. Até porque se fosse para pensar nisso, acho que eu me preocupei mais com a minha mãe quando fui para os Jogos que ela comigo, e o meu pai - bem, ele provavelmente foi a correr comprar ilegalmente uma garrafa de bebida alcoólica qualquer para celebrar a minha ida aos Jogos logo após ter tido a lata de aparecer na minha despedida.
— É, definitivamente não posso dizer a mesma coisa - dou uma risadinha irónica, só para não deixar o ambiente tenso.

— Tudo bem - respondo já quando a garota fazia caminho, após ter indicado sobre já estar ficando tarde. Iço-me para cima para me levantar das escadas, apressando o passo para a apanhar mais à frente.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Fev 25, 2016 5:09 am


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— Eu já disse a Gigi que não preciso desse monte de roupas.

Deixo a caixa com os diversos vestidos e outras peças de roupa em um canto do meu quarto e decido que definitivamente essas roupas serão doadas para o orfanato do distrito. Nunca tive muito na minha vida e passar a ter tanta coisa que eu não preciso me incomoda imensamente, principalmente sobre o pagamento que recebo da Capital todos os meses pelo simples fato d'eu ter sobrevivido aos Jogos Vorazes. Assim como os demais presentes, são as outras pessoas que ficam com a maior parte do dinheiro.

Desço as escadas lentamente para ver se meus pais já voltaram do centro do distrito, mas a casa está tão vazia quanto estava há duas horas atrás. Vou até a cozinha e olho pela janela, identificando a mãe de Alpha caminhando em direção a sua casa com um rapaz, que só reconheço não ser o meu amigo quando já estão a poucos metros da porta. Ele carrega um carrinho de compras amarrotado de coisas. Eles entram juntos e desaparecem de vista.

— Será que é algum parente deles?...

Encho uma caneca com chocolate quente e beberico enquanto tento lembrar se já vi o rapaz antes. O barulho de batidas na porta me pega de surpresa, me fazendo derrubar um pouco da minha bebida no chão. Repouso a caneca em cima do balcão de mármore e vou até a porta. O primeiro pensamento que surgiu em minha mente é de que poderia ser meus pais, mas logo descartei a possibilidade, pois eles entrariam sem qualquer cerimônia. Abro a porta, meio desconfiada e vejo que quem está parado ali é o rapaz com o carrinho de compras.

— Sim?

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Castiel Haxlocher

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Fev 25, 2016 6:00 am


Castiel Haxlocher

À primeira vista, a Aldeia dos Vitoriosos é um lugar que parece ser impossível de pertencer ao Distrito 6. As gigantescas e aparentemente muito bem protegidas casas seriam um belo motivo para que eu facilmente me arriscaria a morrer por. Nada de preocupações quanto a invasões ou com o intenso frio que nos atinge na maior parte do ano. De certa forma, essas pessoas têm sorte de estarem onde estão.

A mãe de Alpha, rapaz que venceu no ano passado, me chama para entrar em sua casa para que eu possa descarregar suas compras. Assim como o exterior, o interior é incrível. Há móveis para todos os lados e aposto que não falta comida e aquecimento aqui. Se eu não tivesse passado da idade, eu ficaria tentado a arriscar minha vida para ter tudo isso aqui. Depois de deixar tudo em cima de uma bancada, a mulher me dá uma boa gorjeta e eu me retiro.

Vou então para a casa da Sra. Ashby, que me pagou adiantado para levar suas coisas até lá. Paro em frente a porta e bato algumas vezes na madeira bem trabalhada. Alguns segundos depois, uma garota abre a porta, parecendo amedrontada.

— Sim?

Fico sem reação por alguns milésimos de segundo. A garota é linda. Já a vi em algumas ocasiões e na televisão, mas nunca de tão perto. A doçura de seus traços faciais e de seus olhos demandam uma certa força de vontade de minha parte para que eu não fique completamente sem reação durante mais algum tempo. Me recomponho e coloco o carrinho entre nós dois.

— A Sra. Ashby me pediu para entregar isso aqui.

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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Fev 25, 2016 7:41 pm


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"I still believe in your eyes
I just don't care what you've done in your life."

Não que eu achasse o rapaz uma pessoa digna de suspeitas, mas, se ele não tivesse entrado aqui com a mãe de Alpha, eu não sei se o deixaria entrar. Olho para o carrinho e vejo os legumes que minha mãe normalmente compra, o que me deixa menos com o pé atrás. Normalmente, é o Sr. Bowman quem ajuda meus pais a trazer as coisas do distrito em seu velho carro. Sorrio para ele para não parecer rude.

— Você poderia deixar o carrinho aqui mesmo na entrada, por favor?

Abro a porta por completo e fico ali do lado, esperando. O rapaz levanta o carrinho e deixa exatamente no lugar que eu indiquei.

— Muito obrigada.

Ele apenas sorri de canto de boca para mim e se dirige a porta. Antes que ele pudesse andar mais de dois metros em direção a saída da Aldeia, eu o chamo de volta.

— Er... Desculpa, mas... Está tudo bem com o Sr. Bowman?

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Castiel Haxlocher

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Fev 25, 2016 8:33 pm


Castiel Haxlocher

O sorriso que surge em seu rosto faz algo se inquietar dentro de mim, mas logo recebo um balde de água gelada quando lembro quem ela é e o que eu sou. Perto de Otillie, eu não sou ninguém. Sou apenas mais um trabalhador que carrega caixas o dia inteiro e só tem o suficiente para sobreviver. E ela, uma vitoriosa; uma celebridade querida por todo o país.

Ela me pede para que eu deixe o carrinho logo ali depois da porta e eu o faço calado. Ela me agradece gentilmente e sua voz soa tão delicada e agradável quanto sua beleza. Mais uma vez, me vejo obrigado a tacar mais água gelada em minha cabeça. Apenas tento sorrir para ela e sair daquele lugar o mais rápido possível, mas sua voz interrompe os meus passos.

— Er... Desculpa, mas... Está tudo bem com o Sr. Bowman?

— O Sr. Bowman estava muito ocupado e me pediu para que eu ajudasse a Sra. Malloch. Aproveitando que viria para cá, me ofereci para trazer a mercadoria da Sra. Ashby também.

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Otillie Ashby

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Fev 25, 2016 11:53 pm


Otillie Ashby
"I still believe in your eyes
I just don't care what you've done in your life."

— Menos mal. - sorrio, sem saber ao certo o que falar. O rapaz se vira para ir embora, mas falo antes de conseguir sequer pensar - Bom... É... Saberia me dizer se meus pais já estariam voltando para casa?

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Castiel Haxlocher

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Sex Fev 26, 2016 12:30 am


Castiel Haxlocher

— Ela me pediu pra vir aqui porque ia visitar o Sr. Vandyke. - coloco a mão nos bolsos ao terminar de falar.

Por um segundo, me pego imaginando uma garota tão frágil enfrentando sozinha os Jogos Vorazes. Lembro-me bem quando ela e o o irmão foram para os Jogos, eu já não tinha mais meu nome naqueles globos de vidro, por isso consegui sentir certa pena deles.

— Obrigada. E desculpa te atrasar.

— Imagina. Estou a disposição para qualquer coisa que precisar. - viro-me para ir embora, mas algo dentro de mim me diz para eu falar uma última coisa para ela - Me chamo Castiel.

Ela sorri e responde rapidamente.

— Me chamo Otillie.

Vejo ela corar lentamente e percebo que Otillie é apenas uma adolescente como qualquer outra, mas com um título imenso em si. Meu peito se enche de calor e eu sorrio para ela, virando-me lentamente e me dirigindo para fora da Aldeia.

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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Sex Fev 26, 2016 3:00 am


ALPHA MALLOCH

O barulho de algo lá fora me chama a atenção imediatamente para a janela. Se já antes de ter passado pelos Jogos que acordava com o mínimo barulho por conta do medo que o meu pai implantava, agora ainda era pior.

Apenas minha mãe chegando com um garoto qualquer.
Um garoto qualquer?

Volto a olhar pela janela. Pelo carrinho, deve ser só apenas um desgraçadinho das entregas qualquer. Yep, é isso. Olha só para a forma como ele olha o exterior da casa, como se esta valesse sequer um centésimo do que tivemos de passar para "merecer" isto. Como se alguém pudesse sequer se sentir em casa aqui dentro, só para começar. Acabo por puxar os cortinados da janela para a tapar, pouco me preocupando se ele fosse reparar nisso ou não.

Solto um longo suspiro, dando as costas à janela para me voltar a sentar num dos cadeirões do quarto. Apoio cada braço sobre os da cadeira e volto a respirar fundo. Normalmente detesto ter estranhos dentro de casa e sempre me dou ao trabalho de ficar de olho nestes, mas sinceramente não estou com paciência nenhuma para isso agora de manhã.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Mar 03, 2016 7:25 pm

Maggie Ford

Fazia um bom tempo em que Mag não o via, em partes é devido a discussão que tiveram um meses atrás sobre os jogos, do qual ela havia ganhado e ao mesmo tempo magoado Evan, o único em que era confiável e ajudava-a em tudo em que era necessário sem precisar de muito esforço. Será que hoje ela irá consertar o erro que cometeu? E se, de qual maneira, já que não havia pensado em nenhuma, pois a sua mente esteve ocupada em outros assuntos.

Claramente, se pudesse gostaria muito de voltar no tempo e mudar tudo o que acontecera em relação aquele, o sentimento e toda a dor que fora causada mesmo não tendo aproximação alguma, apenas um olhar: o dela. Os olhos vibrados naquela figura, a feição um pouco "desfigurada" e totalmente séria, possivelmente causada depois de tanto sofrimento após aquilo, aquele incidente que é capaz de mudar a vida de qualquer um, mesmo que fosse o desejado.
                                                             * * *

Mag olhava o relógio a cada segundo em busca de Evan, perguntando se ele iria vir ou que ela seria deixada plantada sob o frio, enquanto a neve ainda caia devagar. O relógio era um presente dele, sendo muito especial, pois era o único em que havia recebido na vida devido as condições não muito boas de sua família. O essencial sempre fora agasalhos, comida e amor dentro de sua casa e ela era feliz por isso, por ter os pais que possui, o carinho que recebe deles e tudo que incita em sua formação até hoje.

Um par de mãos cobriu o seu rosto e o pânico tomou conta dela, pois pensou em quem não deveria ser nomeado, não nesse momento, dizia Maggie em sua pequena cabeça. Ela permitiu que o corpo aproximasse mais que os dedos nela e ocorre que era Evan com seu lindo sorriso, capaz de seduzir qualquer garota, mas por sorte ou azar, acabou escolhendo-a para ser alguém a mais em sua vida. O calor transmitido de corpo a corpo parecia ser capaz de acabar com o frio do distrito inteiro, os dois se abraçam tão forte como se um não visse o outro fazia anos e de fato, foi o que parecia para Mag.

Ambos se olhavam tão profundamente que se fosse possível dizer que era o certo: Estavam apaixonados. Mas essa era uma meia verdade, ao menos à ela, que sentia o seu coração dividido em dois, um merecia e o outro não. São como pesos na balança, porém, claramente está bem desequilibrada...
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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Seg Mar 07, 2016 2:54 am


ALPHA MALLOCH
Ice has covered up my parents hands
Don't have any dreams, don't have any plans
Growin' up in some strange storm
Nobody's cold, nobody's warm

pt. 1
A chuva cai forte lá fora, de tal forma que acaba me despertando. Deixei os cortinados fechados para evitar que a luz do dia me acordasse e pudesse dormir mais um pouco, mas era escusado. À mínima coisa eu acordava.

Levanto o olhar para o relógio pendurado na parede, mas está demasiado escuro. Ligo a luz de cima - cinco da manhã. Que raiva!

Viro-me para o lado oposto à janela da cama, puxando os cobertores para cima novamente. Tento voltar a adormecer, mas o barulho constante das gotas embatendo na janela não mo permite, recordando-me o bater da chuva ácida sobre o teto da Cornucópia. Porra, já passou um ano e continuo com isto...

Levanto-me da cama para me sentar no cadeirão perto da janela, à qual afasto os cortinados para deixar entrar a pouca luz que a madrugada permitia. A Aldeia estava escura e fria, apesar de em pleno Verão. Manhãs frias e dias chuvosos eram algo normal para nós em qualquer altura do ano.

Batuco com os dedos na mármore do parapeito da janela, como se esperasse que algo de interessante fosse para acontecer lá fora. O sol irá nascer em pouco menos de uma hora. Bem. Já que estou acordado, mais vale ir já despachar o que tenho a fazer.

Levanto-me novamente e vou em direção à cozinha. Tiro um dos copos do armário de cima, encho-o com água e bebo-o por inteiro, pousando logo após o mesmo sob a bancada. Não tinha fome nenhuma, mas sabia que não tardaria em ter, então acabo por enfiar um pão e uma peça de fruta dentro da mala antes de abrir a porta para sair de casa.

- Alphie. - ouço a minha mãe chamar, ainda do corredor que dava para o seu quarto. Volto-me imediatamente para ela, não surpreendido com a sua aparição. - Onde vais tão cedo?, - ela completa.

- Vou passar lá na casa do Klaus para acabar de arrumar as coisas - respondo sem expressão, dando um passo atrás para retirar o casaco de um dos cabides atrás da porta que já me ia esquecendo. Apenas recebo um "Outra vez?" de resposta, ao qual só decido não ignorar no último segundo quando já estou com os dois pés fora de casa.
- A casa não se arruma sozinha nem em dois dias, e alguém tem de o fazer. - fecho a porta atrás de mim, sem mais explicações.

Não que eu sentisse algum tipo de responsabilidade em relação àquele lugar. Só o facto de ainda lá terem coisas minhas me incomoda, quando eu nunca me senti bem naquele local. Aliás - qualquer coisa que esteja naquela casa dando-lhe vida me incomoda. Seja a porra de um garfo no meio do chão ou uma garrafa vazia na prateleira poeirenta. Não quero saber.

Desço lentamente as escadas molhadas da entrada da casa. Sinto um arrepio com a primeira gota que me cai no pescoço ao escorrer do telhado, obrigando-me a seguir em frente. A chuva já havia acalmado um pouco, mas cada gota que sentia quase me fazia encolher como se fosse queimar a minha pele. Não era medo..., muito menos arrependimento, culpa ou receio pelas memórias que a chuva ácida me trazia. Isso não eram coisas que eu sentia de modo algum. Era algo que imagino ser muito mais profundo... algo muito mais entranhado bem dentro de mim. É aquele mesmo algo no meu subconsciente que não só faz sentir a minha pele a queimar com cada gota, como me faz acordar ao mínimo barulho, ou me deixa alerta ao mínimo cheiro ou ruído fora dos que estou habituado sentir ou ouvir. Era aquilo que já antes disto tudo, me fazia estremecer ao me ver a ele e não a mim quando apanhava o meu reflexo em algum lugar.


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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qui Mar 10, 2016 7:23 pm

Maggie Ford

Evan ergueu Maggie de uma forma inesperada, pois ela nunca pensara nele como uma pessoa forte, apesar de já ter visto todos os músculos possíveis do garoto. Isso se atribui ao jeito com que ela fora tratada por ele desde que se conheceram, sempre com delicadeza que somente Evan possuía...  

As lágrimas brotaram de seus olhos neste momento devido a isso, ele é tão forte, tanto fisicamente e mentalmente e ela, que era pequena, poderia ser como Evan? Não exatamente, seus pensamentos estavam assim como a água que saia de seus olhos, rápidos e incoerentes na medida do possível.
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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: Distrito 06   Qua Mar 30, 2016 12:52 am


ALPHA MALLOCH
I went out into the night
I went out to find some light
Kids are dyin' out in the snow,
Look at them go, look at them go!

pt. 2
— Niklaus, vai à merda. Não consigo nem tentar adivinhar há quantos anos isto deve estar aqui enfiado no canto... - pego pela ponta dos dedos uma das garrafas, com o vidro já tão baço e empoeirado. Mas meus dedos estão tremendo demasiado. - PORRA! -

Observo a garrafa se estilhaçando no meio do chão, mas não tenho aquela reação imediata de me afastar. Em vez disso, sinto-me paralisado com a raiva. Eu não estou com paciência para isto. Não mesmo.

Agacho-me para começar a recolher os pedaços de vidro. Porra, eles arrancaram a língua ao meu pai, não as mãos. Se essa gentalha da Capital tivesse o mínimo senso de justiça ou mesmo de inteligência, eles mandariam ele mesmo vir cá limpar e arrumar este esterco. Não é como se ele pudesse dizer que não de qualquer forma...

A imagem de meu pai novamente na minha mente mais a lembrança de que vou ter que o ver no próximo ano fazem-me apertar os punhos com tanta força que as minhas unhas cravam-se na minha própria carne, até reparar que tenho sangue jorrando das minhas mãos quando este pinga e se espalha sobre um dos pedaços do vidro.

Levanto-me nesse mesmo momento, limpando o sangue das mãos às minhas roupas. Quase tropeço na outra garrafa ao recuar, mas consigo apoiar-me e consequentemente encostar-me na parede ao último segundo. Como eu detesto aquele cabrão. Mesmo já fora da minha vida consegue de forma controlar-me... e o pior de tudo é que é apenas porque eu o permito. Nada me dá mais raiva. Nada.

Não ele... mas eu próprio.

"Haha, o pequeno e idiota Alpha.
Nada mais nada menos que a cópia exata do seu querido pai..."
, entôo.

Permito meu corpo deslizar pela parede até me encontrar novamente sentado no chão. Quem dizia isso que não o meu próprio subconsciente? Se era apenas um medo meu ou se no fundo eu sabia que era a realidade... não interessa. Solto uma gargalhada soluçada, como se fosse tudo o que pudesse fazer acerca da minha situação. Rir e cagar no assunto.

Nada interessa. Aquele imbecil está feito escravo mudo na Capital e essa é a única porra que interessa. Agora o problema sou apenas eu.

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